Extensão Doclisboa no Teatro de Vila Real

Why Is Difficult To Make Films In Kurdistan

Três dias cheios de cinema, entre 20 e 22 de Novembro, quando a extensão do Doclisboa chega ao pequeno auditório do Teatro de Vila Real, numa  organização conjunta desta instituição com a UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Para ver, alguns títulos da 15ª edição do festival:

 

20 de Novembro, 18h30
Pesar
Madalena Rebelo / Portugal / 2017 / 3′
Numa visita à última casa que os seus pais partilharam como casal, uma jovem cria o imaginário de um universo que nunca presenciou.
Chjami è Rispondi
Axel Salvatori-Sinz / França / 2017 / 76′
“Dez anos após a minha última visita, regresso à aldeia corsa de Cateri, berço da família Salvatori. Quero confrontar o meu pai. Proponho um duelo ao sol, sob a forma de chjami è rispondi, um combate corso cujo resultado é bastante incerto.” Axel Salvatori-Sinz

 

20 de Novembro, 21h30
Martírio
Vincent Carelli / Brasil / 2016 / 162′
A grande marcha de reconquista dos territórios sagrados dos guarani kaiowá, desde o nascimento do movimento na década de 1980: a insurgência pacífica e obstinada dos despossuídos frente ao poderoso aparato do agronegócio.

 

21 de Novembro

18h30
Oumoun
Fairuz Ghammam, El Moïz Ghammam / Bélgica, Tunísia / 2017 / 15′
“Querida avó, ficarás surpreendida por ouvir a minha voz na tua língua…” Estas são as primeiras palavras de uma carta falada gravada, nunca enviada, mas antes reproduzida alto em tempo real pela cineasta de Bruxelas à sua avó em Mahdia, na Tunísia.
O Canto do Ossobó
Silas Tiny / Portugal / 2017 / 99′
“Rio do Ouro e Água-Izé foram das maiores roças de produção de cacau em São Tomé e Príncipe durante o período colonial português. Milhares foram marcados pelo trabalho forçado equiparado à escravatura. Regresso ao meu país, para encontrar os vestígios desse passado.” Silas Tiny

21h30
I Don’t Belong Here
Paulo Abreu / Portugal / 2017 / 75′
O filme acompanha o processo criativo da peça com o mesmo nome, concebida a partir das experiências pessoais dos próprios intérpretes que, oriundos dos EUA e do Canadá, são inesperadamente deportados para os Açores.

 

22 de Novembro

18h30

Norley and Norlen
Flávio Ferreira / Cuba, Portugal, Espanha / 2017 / 8′
A linguagem silenciosa de dois irmãos, intimidade física. A diferença através da igualdade. Norley e Norlen são gémeos. Umas vezes lutam… e outras não.

Why is Difficult to Make Films in Kurdistan (na imagem)
Ebrû Avci / Turquia / 2017 / 26′
Uma rapariga curda procura convencer a sua família tradicional a deixá-la estudar cinema enquanto filma a vida quotidiana deles.

Lemons
Srinivas Reddy Sanikommu / Portugal / 2017 / 12′
Uma rapariga e a sua amiga tentam roubar limões do pomar da igreja, o que leva a uma inesperada conversa íntima sobre religião e liberdade pessoal. As discussões inspiram uma demanda de reconquista da sua autonomia de uma instituição religiosa.

John 746
Ana Vîjdea / Roménia, Portugal, EUA / 2017 / 34′
Dentro de uma sala repleta de todo o tipo de objectos, um homem passa o tempo a pintar um remake mural de Guernica, de Picasso, a dar livros e a cuidar do cão. Numa derradeira tentativa de chegar ao público, inventa um plano: a destruição da Arte.

 

22 de Novembro, 21h30
Medronho Todos os Dias
Sílvia Coelho, Paulo Raposo / Portugal / 2017 / 53′
Este filme acompanha destiladores de Monchique que revelam os saberes ancestrais da colheita e destilação da aguardente de medronho. Mais do que o processo e o resultado, é uma meditação sobre a duração e o tempo particulares da serra.

 

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