Apresentação Retrospectivas Doclisboa’19

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RETROSPECTIVAS DOCLISBOA’19 
DOCLISBOA APRESENTA RETROSPECTIVAS EM SESSÃO AO AR LIVRE NO DIA 26 JULHO 

 

Doclisboa – Festival Internacional de Cinema anuncia no próximo dia 26 de Julho, pelas 22h30, as retrospectivas para a sua 17ª edição, numa sessão de antecipação ao ar livre que terá lugar no terraço da Cinemateca Portuguesa.

Nesta sessão serão exibidos PAULE IN CONCERT, de Lew Hohmann que apresenta a retrospectiva Ascensão e Queda do Muro – O Cinema da Alemanha de Leste, e o filme LETTRE DE BEYROUTH de Jocelyne Saab, realizadora líbanesa a quem dedicamos a retrospectiva de autor.

 

 

Paule In Concert

Paule in Concert, de Lew Hohmann

RETROSPECTIVA
Ascensão e Queda do Muro – O Cinema da Alemanha de Leste

 

Este ano, comemora-se o 30º aniversário da queda do Muro de Berlim.

A DEFA, Deutsche Film Aktiengesellschaft, um estúdio estatal de cinema, foi fundada logo após a Segunda Guerra Mundial e permaneceu em actividade até 1991, tendo produzido centenas de filmes de ficção e documentários.
Muitos cineastas talentosos criaram uma obra significativa que merece ser redescoberta e reavaliada, permitindo-nos compreender melhor um momento emocionante da história contemporânea do cinema com uma perspectiva actual.

Esta retrospectiva tem como objectivo mostrar a abundância de formas e temas nas produções cinematográficas da Alemanha Oriental, principalmente da DEFA, censuradas ou não: filmes de propaganda e proibidos, ficções e documentários, curtas e longas, realizados por várias gerações de cineastas, incluindo Konrad WolfGerhard Lamprecht, Karl GassWinfried JungeGerhard KleinJürgen Böttcher, Volker KoeppIris GusnerAndreas VoigtHelke Misselwitz e Thomas Heise, entre outros, sem esquecer um dos seus melhores directores de fotografia,Thomas Plenert.
Retratam o povo alemão – por vezes acompanhando-o ao longo dos anos – a viver num país ferido num território ferido.

Reconstrução, juventude, mulheres, trabalho, vida quotidiana, a cena musical e a vida artística e a cidade de Berlim são alguns dos tópicos recorrentes nestes filmes que se servem de diversas linguagens cinematográficas. Vê-los significa não apenas desenterrar o passado, mas também repensar o nosso presente.

Agnès Wildenstein
Curadora da retrospectiva

 

 

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Jocelyne Saab

RETROSPECTIVA                                                                                                                                                  Jocelyne Saab

Jocelyne Saab é uma figura singular no panorama do cinema contemporâneo.

Nascida em 1948 em Beirute, no Líbano, acaba, contra a sua vontade e por imposição do pai, por estudar Economia. Em 1973 começa a trabalhar como jornalista radiofónica entre Paris e Beirute. Mas quando, em 1975, regressa à sua cidade para contar a guerra no Líbano que estava prestes a começar, decide fazê-lo através de uma câmara.

É a reportagem o género que marca a sua estreia no universo da imagem em movimento; a reportagem de guerra marcará toda a evolução artística de Saab, que foi também fotógrafa e artista visual, e cruzará por diversas vezes as fronteiras entre ficção e documentário, tornando-as cada vez mais osmóticas.

O seu cinema atravessará o Mediterrâneo, como o navio Atlantis onde, em 1982, viaja Yasser Arafat, forçado a deixar Beirute e exilado em Túnis. Saab, única jornalista televisiva admitida a bordo, contará esta viagem no Le Bateau de l’exil. Ela irá também cruzar incessantemente o Médio Oriente, para onde o seu olhar sempre se dirigiu, recordando a ligação das raízes, as suas e as do seu país, à Asia.

O Doclisboa escolheu apresentar a retrospectiva que dedicará a esta artista sempre em viagem, mas profundamente enraizada, a observar com um olhar vivaz, mas também espantado e afectuoso, com um filme que retrata a sua cidade natal alguns anos antes do início da guerra civil, Lettre de Beyrouth.

Estamos em 1978 e Saab decide passar alguns meses no Líbano, numa tentativa de retratar um país a sair de uma guerra e prestes a entrar noutra. Viajar de autocarro revela-se a maneira mais eficaz para o fazer e a reportagem torna-se subitamente um filme neorrealista, no qual se misturam referências do cinema italiano e egípcio, para regressar depois à um documentário surreal que olha para o presente a partir de outra perspectiva. A narração do documentário é de Etel Adnan, amiga de Saab e grande poetisa e pintora libanesa, nascida na Esmirna do Império Otomano.

Todo o universo artístico de Jocelyin Saab parece estar presente neste filme de 52 minutos, rodado em 16mm, um universo que abre os caminhos de um cinema que foi muito rapidamente esquecido.

Davide Oberto
Curador da retrospectiva

26 de Julho, 22h30
Projecção ao ar livre na Cinemateca Portuguesa

PAULE IN CONCERT
de Lew Hohmann
República Democrática Alemã, 1983 – 33 min / legendado eletronicamente em português

LETTRE DE BEYROUTH
de Jocelyne Saab
Líbano, 1978 – 52 min / legendado eletronicamente em português

Duração total da projeção: 85 min | M/12
Os bilhetes para esta sessão já se encontram à venda, e podem ser adquiridos aqui.Este ano, o Doclisboa celebra a sua 17ª edição, e acontece em vários espaços da cidade de Lisboa entre 17 e 27 de Outubro.

Parceria com a Cinemateca Portuguesa
A retrospectiva Ascensão e Queda do Muro – O Cinema da Alemanha de Leste tem o apoio do Goethe Institut Portugal

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