Dos Depeche Mode ao Fado Vadio no Heart Beat’18

British Designer Vivienne Westwood Ackno

Todos os anos no Doclisboa, a secção Heart Beat apresenta filmes dedicados às artes, numa selecção cheia de grandes personagens e histórias de todo o mundo. Antes disso, nada como uma boa festa para apresentar a programação, na MUSA, em Marvila. Dia 4 de Outubro, a partir das 21h30, com a música dos Vaiapraia e as Rainhas do Baile, num concerto seguido de DJ Set.

Já na sessão de abertura Heart Beat, espaço para a música de Chilly Gonzalez em Shut Up and Play the Piano, documentário de Philipp Jedicke, que acompanha o virtuoso compositor e pianista vencedor de um Grammy, que inspirou e colaborou com nomes como Feist, Jarvis Cocker, Peaches, Daft Punk e Drake. O som das grandes bandas chega cortesia de Depeche Mode 101, documentário que acompanha o trio britânico e a viagem dos seus fãs rumo ao épico 101º concerto da digressão mundial “Music for the Masses”, revisitada 30 anos depois.

Mudamos de ritmo para o jazz com Blue Note Records: Beyond the Notes, de Sophie Huber, uma visita aos bastidores da icónica casa norte-americana que editou artistas como John Coltrane, Miles Davis e Norah Jones. Destaque ainda para um violoncelista e maestro excepcional no retrato íntimo que é Mstislav Rostropovitch, the Indomitable Bow. O realizador – e também músico – Bruno Monsaingeon acompanhará a projecção do filme.

César Paes também virá ao Doclisboa’18 apresentar Songs for Madagasgar, que segue de perto o trabalho criativo de um grupo de músicos a chamar a atenção para a sua tradição musical. O filme dialoga com o já anunciado Fahavalo, Madagascar 1947, de Marie-Clémence Andriamonta Paes (incluído na secção Da Terra à Lua). Outra toada traz The Unicorn, centrado na figura de Peter Gruzdien, a força solitária por trás do primeiro álbum psicadélico de música country abertamente homossexual. Os realizadores do filme, Isabelle Dupuis e Tim Geraght, estarão presentes no festival.

Stefan Lechner também marca presença, depois de ter acompanhado o percurso do fado em Portugal durante anos. Vadio é agora título de filme e tem a sua estreia mundial no Doclisboa. O mesmo se aplica a Quatro Estações e Outono, homenagem de Pedro Sena Nunes a Jorge Listopad, com textos ditos pelo próprio e depoimentos de artistas, colegas, antigos alunos e amigos. Outro português em destaque  é o produtor cinematográfico Paulo Branco. Boris Nicot seguiu-lhe os passos entre locais icónicos de Paris e Lisboa, passando pelos realizadores com quem trabalhou, como Manoel de Oliveira, João César Monteiro ou Raul Ruiz, e dá-nos a ver Deux, Trois Fois Branco.

Outro nome marcante do cinema, William Friedkin está duplamente presente. Com The People vs. Paul Crump, o seu primeiro filme, agora em versão restaurada para celebrar uma carreira de mais de 40 anos.  E em Friedkin Uncut, uma visão introspectiva da sua vida e carreira artística, com realização de Francesco Zippel.

3e Scène – Opéra National de Paris dá a conhecer um projecto em que vários artistas foram convidados a realizar trabalhos relacionados com o universo daquela instituição mítica. Seis curtas-metragens mostram as perspectivas de Clément Cogitore, Danielle Arbid, Mathieu Amalric, Jean-Stéphane Bron, Claude Lévêque e Thierry Thieu Niang.

Da ópera para o dancehall, popular estilo musical jamaicano, em que Cory Wapnowski acompanha seis poderosas mulheres – as Dancehall Queens – enquanto se preparam para competir pelo maior troféu. O resultado final é Bruk Out!. Lugar ainda para uma campeã olímpica, Margarita Manum, a ginasta russa que a realizadora Marta Prus acompanha em Over the Limit, mostrando como o sistema russo de treino transgride os limites.

O programa completa-se com duas grandes senhoras do movimento punk: Joan Jett, estrela de Bad Reputation, de Kevin Kerslake, e a icónica Vivienne Westwood, que a realizadora Lorna Tucker (que vai estar no Doclisboa) dá a conhecer em Westwood: Punk, Icon, Activist.

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