Arché no Porto/Post/Doc

De 26 a 30 de Novembro, o Arché estará, pela terceira vez, no Porto, em parceria com o festival Porto/Post/Doc. O Doclisboa e o Porto/Post/Doc colaboram, assim, uma vez mais, prosseguindo o trabalho de descentralização do Arché a novos contextos e a trazer ao Porto este espaço, de trabalho e reflexão profunda sobre projectos de filmes em diferentes fases da sua produção.
 

Programa

 
Oficina
26 a 28 de Novembro
As oficinas do Arché destinam-se a projectos em várias etapas de desenvolvimento e produção. Pretendem dar ferramentas para o aprofundamento temático e reflexão sobre as estratégias a implementar no filme a projectos em fase de escrita e desenvolvimento. Por outro lado, prevêm o visionamento de materiais e/ou das versões de trabalho no caso de projectos em montagem ou dos primeiros cortes. O trabalho das oficinas funciona de forma colectiva, numa partilha de experiências entre os diversos projectos, de modo a questionar e potenciar cada um.
 
Tutora: Garbiñe Ortega é curadora e programadora, espanhola. Tem vindo a programar em contextos internacionais como a Film Society of Lincoln Center (Nova York), Tate Modern (Londres), National Gallery of Art (Washington) e a Pacific Film Archive (Califórnia),entre outros. Actualmente, ensina na Elias Querejeta Zine Eskola (San Sebastián) e na ESCAC (Barcelona). É directora artística do Festival Internacional Punto de Vista.
 
Sessão de Pitching
30 de Novembro, 14h30 – Teatro Rivoli
O pitching final será um momento de apresentações de 10 minutos dos projectos para um público profissional alargado. Serão convidados programadores, produtores, distribuidores, de diversos países.

 

Projectos participantes:

 
Curiua Catu, de Pedro Lino
Produção: Ukbar Filmes, Portugal
Erro de Português
Quando o português chegou
Debaixo duma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português.
Oswald de Andrade, 1925
 
Deserto Vértigo, de Rocío Barbenza
Produção: Vaca Ninja, Calamar (Argentina, Chile)
Entre violentas revoltas sociais, um jovem atravessa as ruínas, buscando a sua irmã. Cruza a pé o deserto, onde chega a uma cidade industrial abandonada, habitada por mortos e aí, encontra-a. Juntos, sonham com uma nova vida.
 
O arrais do mar, de Elisa Celda
Produção: Julieta Juncadella, Una Presencia (Espanha)
O arrais do mar propõe uma radiografia nocturna de um território em que várias acções simultâneas estabelecem uma complexa relação entre o mar e a costa. O filme retrata um espaço sem centro e praticamente sem vigilância, no qual determinadas acções deslocadas encontram o seu lugar.
 
The Eyes Behold the Infinite, de Rita Barbosa
Produção: Rita Barbosa (Portugal)
The Eyes Behold the Infinite é um conjunto de nove narrativas fictícias (ou inspiradas em factos reais), destinadas a ilustrar um sentimento de impotência, solidão epidémica, isolamento e inutilidade; é uma sequência descontínua em que pequenas histórias se afirmam numa polifonia de relatos e ansiedades, inscritos numa trama tão fragmentada como um retalho.

 

Júris e Prémio:

 
Audrius Stonys
Audrius Stonys é realizador e produtor, membro da European Documentary Network e da European Film Academy. Ao longo da sua carreira, realizou e produziu mais de 20 filmes. Os seus filmes receberam vários prémios em festivais como o Prémio do Público, em Nyon, ou o Grande Prémio, em Split, entre outros em Bornholm, Florença, Gyor, Neu Brandenburg, Oberhausen, Bilbau ou São Francisco. Em 1992, o filme “Earth Of The Blind” recebeu o prémio European Film Academy para Melhor Documentário Europeu do Ano.
 
Luís Urbano
Nascido em 1968, fundou, em 1996, a cooperativa de produção cultural Curtas Metragens, Crl, que organiza o Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema. Foi um dos directores do festival e desde 2000 liderou a Agência da Curta Metragem. Em 2005, juntou-se a Sandro Aguilar na produtora O Som e a Fúria. Produziu “Aquele Querido Mês de Agosto”, de Miguel Gomes (Cannes 2008), “A Zona”, de Sandro Aguilar (Locarno 2008), “Ruínas”, de Manuel Mozos (FID Marseille 2009), “A Espada e a Rosa”, de João Nicolau (Venice 2010), “Tabu” de Miguel Gomes e “O Gebo e a Sombra”, longa-metragem de Manoel de Oliveira.
 
Nuno Lisboa
Nuno Lisboa é director e programador do Doc’s Kingdom — seminário internacional de cinema documental organizado pela Apordoc desde 2000. Em 2017, foi o programador do 63rd Annual Robert Flaherty Film Seminar. Professor convidado na School of Arts, Design and Architecture da Aalto University (2019), na Escola Superior de Cinema i Audiovisuals de Catalunya (2018, 2019), e na Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha (2001-2016). Licenciado em Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa.

 
O júri Arché irá atribuir o Prémio Companhia das Culturas/ Fundação Pereira Monteiro, uma residência artística a ter lugar em 2020 na Companhia das Culturas, em Castro Marim.

Arché