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PASSAGENS: nova secção do Doclisboa'12 alia cinema à arte contemporânea com instalações de Chantal Akerman e Pedro Costa e colóquio internacional
2012/09/14

No seu 10.º ano de existência, o Doclisboa abre uma nova secção, PASSAGENS, que nasce da confluência de dois movimentos recentes: a saída do cinema para os museus e a entrada do documentário na arte contemporânea. «Documentary turn», «expanded documentary» são algumas das expressões utilizadas nestes últimos dez anos para caracterizar este cenário cuja diversidade e complexidade tem vindo a redesenhar a prática e a abrir novas perspectivas para a reflexão do cinema documentário.


O Doclisboa'12 organiza, por um lado, uma exposição - entre 20 de Outubro e 30 de Novembro - que irá acolher obras marcantes, com várias instalações de Chantal Akerman, em relação com a retrospectiva integral da filmografia que o festival dedica a esta cineasta belga, num diálogo com instalações de Pedro Costa. Por outro lado, será realizado um colóquio internacional - nos dias 25, 26 e 27 de Outubro -, organizado em colaboração entre o Doclisboa, a Universidade de Lisboa e a Universidade Paris 1 - Panthéon-Sorbonne, promovendo o debate entre críticos e artistas, em Lisboa.


Neste sentido, Jacinto Lageira, professor de Estética, Françoise Parfait, professora de Artes e Novos Media, ambos em Paris 1 ou Nicole Brenez, professora de Estudos de Cinema em Paris 3, entre outros teóricos e críticos, são alguns dos docentes destas reconhecidas universidades que estarão em Lisboa para o encontro. Será um momento para pensar e discutir os cruzamentos entre o documentário e a arte contemporânea, os modos como a prática documental foi apropriada por uma série de artistas, e como alguns realizadores constroem a sua prática cinematográfica, assimilando nela uma ideia de instalação.


A exposição de Chantal Akerman e Pedro Costa terá lugar na Carpe Diem Arte e Pesquisa, Galeria Palácio Galveias e Cinemateca Portuguesa e o colóquio internacional será realizado na Culturgest.


Esta secção nasce como consequência da experiência iniciada no ano passado, com a exibição da retrospectiva de Harun Farocki, em simultâneo com a apresentação da exposição «Três duplas projecções».


"Three Sisters" ("San zi mei") de Wang Bing no Doclisboa'12
2012/09/13

"Three Sisters" ("San zi mei") de Wang Bing, vencedor do prémio de melhor filme da secção Horizontes, no Festival de Veneza, será apresentado em Portugal, no Doclisboa'12.

Doclisboa'12 promove workshop "O ensino (através) do documentário" a 15 e 22 de Setembro
2012/09/10

O potencial do documentário como ferramenta educativa não se limita ao seu conteúdo narrativo nem mesmo às temáticas que aborda. Saber ver, saber interpretar e saber saborear um documentário não passa necessariamente por saber realizar um filme.

De que modo, então, o documentário pode ser utilizado na sala de aula sem fragilizar o seu conteúdo artístico e, em simultâneo, sem dedicar uma aula exclusivamente à temática trazida pelo documentário?


Nestas sessões, a equipa de concepção e produção do festival doclisboa'12 apresentará dois filmes emblemáticos da história do documentário de modo a reflectir - em debate com professores e educadores - sobre aquele que é o frágil, mas real, equilíbrio entre ensinar "o que é" documentário e ensinar "através" do documentário.


Os encontros serão compostos pela projecção de um filme, seguido de um debate e da realização de diferentes workshops práticos nas áreas da Filosofia e Sociologia, das Letras, das Artes Visuais e da História e Geografia.


Curso: Sáb 15 e 22 de Setembro, das 14h30 às 18h30
Duração total do curso: 8h · Marcação prévia · 2€ por sessão
Confere direito a certificado de participação · Lotação limitada


Inscrições e informações:
Serviço Educativo - Culturgest
21 761 90 78
(10h30-12h30 / 14h30-17h)
Fax: 21 848 39 03 culturgest.servicoeducativo@cgd.pt


Em colaboração com a Culturgest e o Programa de Educação Estética e Artística do Ministério da Educação.



Doclisboa'12 defende a importância dos laboratórios de cinema independente ao lado de realizadores portugueses
2012/08/28

Num momento em que, no plano nacional, um grupo de realizadores portugueses se reúne à volta de um colectivo - Laboratório de Cinema Independente - para defender a importância da existência de um laboratório de cinema independente em Portugal, o doclisboa'12 promoverá, durante o Festival, uma mesa redonda acerca do tema.

O objectivo será o de debater a pertinência destes laboratórios no contexto actual, e de abrir um debate público sobre o destino dos equipamentos laboratoriais da extinta Tobis. Para tal, o Doclisboa contará não só com a presença do colectivo do Laboratório de Cinema Independente, mas também com outros convidados nacionais e internacionais. Entre eles, estará Nicolas Rey.


Nicolas Rey é um dos fundadores do ateliê colectivo de criação cinematográfica sediado em França, L'Abominable, onde há cerca de 15 anos desenvolve o seu trabalho enquanto realizador. Foi director de fotografia do filme, produzido no contexto desse laboratório, Ami entends-tu de Nathalie Nambot, Prémio Revelação doclisboa'11. Recentemente, realizou Anders, Molussien, galardoado com o Grande Prémio Cinéma du Réel 2012 e o 3º Prémio Media City.


André Gil Mata, realizador e porta-voz do colectivo Laboratório de Cinema Independente, confirma que já existe um município interessado em acolher a iniciativa.


Uma Associação Cultural está a ser constituída, como modo de garantir a viabilidade do projecto. Espera-se assim que se abra a possibilidade de as máquinas da Tobis encontrarem uma nova utilidade neste contexto. E afirma:


"(...) A prática de um cinema mais artesanal, onde os realizadores, fotógrafos ou artistas plásticos, manuseiam a película, desde a filmagem à projecção, como suporte dos seus trabalhos, sempre existiu, paralelamente à existência de laboratórios profissionais com actividade comercial. A rentabilidade dos laboratórios suportada pelo "cinema de indústria" permitiu durante alguns anos a prática de preços mais confortáveis ao cinema independente, mas, simultaneamente, afastou um pouco esses artistas da relação táctil e fundamental com o suporte fílmico, base de experimentação e da consequente evolução da
linguagem cinematográfica.


Assim, a necessidade da criação de um laboratório independente de cinema em Portugal não é de hoje. Neste momento, em Portugal, estamos perante uma situação limite: não existe qualquer laboratório, estatal ou privado, em funcionamento. Tal coloca, fundamentalmente, dois problemas directos: por um lado, impossibilita a existência de sistemas de produção independentes, com estruturas financeiras mais pequenas, para cinema em película; por outro lado, impossibilita, precisamente, todo e qualquer acesso dos realizadores ao processo de manuseamento técnico dos seus filmes. Identificando aqui uma urgência, está a ser criada uma Associação Cultural que pretende propor soluções concretas para este problema: um grupo de cidadãos, artistas, realizadores, produtores, que criarão um laboratório de cinema independente em Portugal."


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