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Uma definição de cinema de urgência - Entrevista com o grupo sírio Abounaddara
2012/10/21

Desde Abril de 2011 que um grupo de cineastas sírios se empenha no apoio ao povo sírio que luta pela liberdade. As suas curtas metragens inventam uma linguagem cinematográfica que se adapta à urgência da situação. Abounaddara conta como tudo aconteceu.

Uma mobilização cinematográfica colectiva


De início a Abounaddara era uma produtora especializada em documentários. Fundada em 2010 em Damasco por três sócios alheios à indústria cinematográfica, realiza uma dúzia de curtas metragens dedicadas às pessoas comuns que apresentam um retrato da sociedade síria. Estes filmes estão disponíveis online no site do Abounaddara. E, pela primeira vez, os filmes sírios dão difundidos sem visto de censura e sem nenhuma outra menção que não seja o nome da empresa produtora. No dia 15 de Abril de 2011, um mês após o início do levantamento, esta empresa publica na sua página do Facebook um pequeno manifesto intitulado « Que faire ? » (Que Fazer) que sublinha a necessidade de produzir imagens dignas da luta do povo sírio pela sua própria libertação. Desde então o Abounaddara transformou-se num grupo de cineastas autodidactas e anónimos que trabalha no âmbito de um « cinema de urgência » e que coloca online uma pequena curta metragem todas as quartas-feira, o principal dia de contestação. A mobilização deste grupo abre caminho a uma linguagem cinematográfica singular que vem lançar uma nova luz sobre as questões da arte engagé.


La Vie des idées : O que motivou esta reconversão e quais as suas implicações na vossa maneira de fazer cinema?


Abounaddara : Fazer cinema num país como a Síria é escolher entre duas alternativas: colaborar com um sistema de narração único e sancionado por uma censura implacável ou resistir. Nós escolhemos resistir. Mas, ao contrário do nosso companheiro mais velho Omar Amiralay que foi o primeiro a fazê-lo, ainda não temos público nem material que interesse aos distribuidores.


Omar Amiralay é uma figura incontornável do cinema sírio e árabe. É um cineasta auto-didacta que, durante a sua estadia em França, preferia absorver imagens na Cinemateca em vez de assistir às aulas do IDHEC (Instituto Superior de Estudos Cinematográficos), curso esse que acabou por abandonar. Em 1969, volta à Síria e dedica-se ao documentário - género considerado menor nessa época - como forma de combater a hipocrisia da ideologia baathista e desafiar um regime cujo objectivo é o controle absoluto. O seu cinema, claramente engagé, utiliza um estilo único modelado por uma linguagem trabalhada e uma estética original. Os três filmes que realiza na Síria, Essai sur le barrage de l'Euphrate (1969), La vie quotidienne dans un village syrien (1972) e Les poules (1978) são verdadeiras obras-primas. No início dos anos 1980 a Síria está à beira da guerra civil e Omar Amiralay é obrigado a exilar-se em França, onde continua a sua carreira. Volta ao seu país no fim dos anos 1990. Tem um papel activo na efémera Primavera de Damasco, um movimento de contestação composto por artistas e intelectuais sírios que surgiu com a ascensão ao poder de Bachar al Assad em 2000. Em 2003, realiza uma co-produção com o Arte, Déluge au Pays du Baath. Apesar de ter esperado tanto, não chega a ver a revolução pois morre aos 66 anos de ataque cardíaco em Fevereiro de 2011, poucas semanas antes das primeiras manifestações. Abounaddara presta-lhe homenagem num texto que acompanha a sua primeira curta metragem, repetindo a frase que surge no fim La vie quotidienne dans un village syrien (ainda hoje proibido na Síria) e que diz: « Este é o nosso país. Qualquer espectador que não aja em conformidade ou é cobarde ou é traidor ».


E é essa a razão porque adoptámos uma postura de franco-atirador, emboscando-nos por detrás de curtas metragens aparentemente inofensivas e difundidas anonimamente via internet em 2010. Esperamos assim conseguir atingir o nosso público, mesmo nas barbas dos censores. E este nosso sonho parecia prestes a realizar-se pois, poucos meses após o nosso site ter sido activado, dispunhamos já dos meios necessários para produzir duas séries de curtas metragens documentais, que ainda deveriam ser feitas de forma mais ou menos clandestina. Em suma, já nós estávamos emboscados quando a revolução rebentou em Março de 2011. Confiantes no apoio do público que se fazia notar, até já estávamos preparados para uma nova escaramuça. A questão não era saber se devíamos ou não participar activamente na revolução, mas sim como e qual a maneira mais adequada. Depois de um mês de várias experiências de tentativa e erro, acabámos por realizar o que seria a nossa primeira muito curta metragem semanal cujo título, Les infiltrés, retomava a palavra utilizada por Bachar al-Assad para designar, de forma negativa, os manifestantes anti-regime. Este filme mostrava um velho artesão damasceno a combater o regime de Assad num monólogo que evocava a resistência íntima e profunda da revolta do povo sírio. Assim, este filme foi feito a partir de imagens de anos anteriores. E anunciava duas mudanças na nossa maneira de fazer cinema: um formato mais curto e uma linguagem mais polida que privilegia os planos fixos, praticamente excluindo os movimentos de câmara.


Um cinema eclético


La Vie des idées : Os vossos filmes utilizam técnicas muito diversas: aproveitamento de imagens recolhidas antes da revolução, muitas vezes re-contextualizadas com banda sonora, testemunhos, montagens, fotografias, etc. Também se podem incluir numa vasta gama de registos: o videoclip, os ciné-tracts e os anúncios. O que vos leva a um tal ecletismo e qual é o fio condutor comum dos vossos filmes?


Abounaddara : O nosso projecto insere-se fundamentalmente na tradição do cinema documental de autor, como se pode constatar pela maioria das nossas muito curtas metragens que retratam sequências de vida ou excertos de entrevistas, filmadas com proximidade e empatia. Mas trabalhamos com urgência e limitados por restrições mais ou menos evidentes, nomeadamente o acesso aos locais de filmagem, a segurança das pessoas filmadas, desenvolvimentos sociais ou o estado das ligações à internet. Digamos que também gostamos de trabalhar na urgência porque isso nos transmite um sentimento inigualável de liberdade. E é esse sentimento de liberdade que nos transporta de um registo ao outro com a alegria de ultrapassar as respectivas fronteiras, incluindo aquela que separa o documentário da ficção. Além do mais, a confusão é uma característica geral dos nossos filmes (Everything is under control Mr. President ; Mon nom est May ; Le mufti veut... ; End of Broadcast). Aqui trata-se de fazer uma escolha estética e política que traduza a forma como as nossas referências foram alteradas pela revolução. Assim, também traduz o nosso empenhamento em retratar o entusiasmo do nosso povo, tendo, no entanto, o cuidado de não o reduzir a personagens, locais ou formatos estereotipados. Num nível mais básico, a confusão reflecte o estado incipiente em que a nossa revolução se encontra. E estamos ainda mais empenhados nesta causa do que a televisão, pois ela tende a normalizar esse grande momento de ruptura ou de confusão que a revolução representa, de acordo com a sua própria função de controle social. De resto, a televisão já demonstrou do que era capaz quando, durante a revolução egípcia, os canais de todo o mundo transmitiram imagens da Praça Tahrir ocupada pela multidão e um rodapé vermelho no ecrã insistia A Revolução! Ou, através da associação de uma sublevação popular generalizada a um local específico, a televisão fez um trabalho de condicionamento semelhante ao da famosa experiência de Pavlov com os cães. E, em certa medida, até teve êxito pois todos pensámos que a revolução já tinha acabado quando os telejornais nos inundaram de imagens da Praça Tahrir entregue à circulação. Importa dizer que os produtores de imagens têm uma grande responsabilidade na representação do movimento revolucionário. E devem assumir essa responsabilidade sem fugir da questão e compreender que o seu trabalho de representação é equivalente ao dos outros representantes do povo.


La Vie des idées : A restrição de acesso dos media aos locais de filmagem imposta pelo regime faz emergir um paradoxo do ponto de vista das imagens que nos chegam da revolução: elas são raras e, no entanto, os videos filmados pelos manifestantes e pelos activistas são postados diariamente às centenas no Youtube. Como se inserem vocês neste cenário fílmico da revolução? O que diz de específico o vosso trabalho? São os video amadores uma fonte de inspiração?


Abounaddara : É difícil falar com serenidade das imagens da revolução síria pela sua importância em termos de constituírem um meio de informação indispensável, de terem um preço tão elevado em sangue e lágrimas, e de serem objecto de uma idolatria que se rege por razões humanitárias. Quanto a nós, partimos do princípio que as pessoas que captam as imagens se esforçam por perceber a epopeia revolucionária com ferramentas totalmente desadequadas porque a televisão rapidamente as usou em seu proveito.


De facto, a televisão muito depressa impôs os seus códigos apropriando-se de certas imagens difundidas nos media sociais, lidando depois directamente com os activistas, aos quais comprava os rushes e dava indicações precisas em matéria de forma de filmar e de escolha de assuntos. Canalizou, então, o fluxo de imagens que, a dado momento, pareceu que se lhe escapava, e soube impôr uma certa formatação. E, assim, conseguiu criar uma imagem truncada da revolução, transmitindo a ideia que era apenas mais um conflito entre tantos outros, com o seu próprio conjunto de imagens padrão de sofrimento e de derramamento de sangue, sem ter em conta que ela consagrou uma categoria de « porta-voz » e de « representantes » de legitimidade duvidosa. Ou seja, como de costume a televisão fez o seu trabalho de nivelamento por baixo, de formatação e de manipulação, retirando à revolução o que ela tinha de mais original e autêntico... A tal ponto que os activistas que ela tinha integrado ou corrompido, tornando-os sub-contratados, começaram também a rebelar-se, como o sugere o filme Aux armes citoyens-reporters !.


Na nossa qualidade de cineastas, não nos podemos resignar a ver a imagem da nossa revolução cair nas mãos da televisão que, verdade seja dita, sempre foi um importante intermediário da ditadura na Síria e nos países árabes. É por isso que decidimos mobilizarmo-nos, abordando a actualidade da revolução com as ferramentas do cinema. Tratava-se de fazer contra-informação através de pequenos filmes semanais que não propõem uma verdade alternativa, mas sim uma narração singular susceptível de levar o espectador a sentir-se envolvido na questão, a nível humano, e sem qualquer consideração política ou nacional. E, mais uma vez, era nosso dever divulgar a extraordinária resistência do nosso povo, e zelar pela sua protecção contra todos os estereótipos ou casos mediáticos pré-fabricados.


Quanto aos filmes propriamente ditos, tanto têm imagens e sons da nossa autoria, como incluem elementos retirados dos videos dos militantes anónimos difundidos pelas redes sociais, como é o caso de REC ou October. Estes videos dos militantes anónimos procuram geralmente expressar um empenhamento, uma dor ou um pedido de socorro que tentamos sempre honrar como tal, sem os idolatrar nem projectar sobre eles os nossos desejos cinematográficos. De resto, nas fileiras do nosso colectivo contam-se algumas pessoas que realizam videos de vez em quando e que os colocam anonimamente no Youtube. Temos também cidadãos-reporteres que fizeram reportagens para a al-Jazeera e a al-Arabiya. Um desses cidadãos-reporteres perdeu tudo na sua cidade, em Homs, e desde aí que a sua vida tem sido uma sucessão de desgraças. E deu ao nosso colectivo três dos seus filmes mais anti-miserabilistas, como o Zeina.


Que públicos ?


La Vie des idées : A quem se destinam os vossos filmes? E como são eles entendidos pelos vários públicos que os vêem?


Abounaddara :
Fazemos filmes porque é o que de mais útil podemos fazer para a revolução. No entanto, não somos adeptos do cinema militante que se contenta com pregar aos convertidos. O nosso alvo são antes os espectadores na base de uma humanidade partilhada, independentemente de qualquer tipo de juízo político ou nacional. Assim, os povos de língua árabe podem aceder mais facilmente ao nosso trabalho. Mas o público estrangeiro também se interessa, nomeadamente na Europa de onde nos chegam pedidos de filmes para festivais, antes mesmo de termos divulgado as versões legendadas.


Dito isto, sempre gostámos muito de confundir as pistas, baralhando as diferenças reais ou supostas que caracterizariam o nosso público aqui e de fora. Assim, um dos raros filmes cujo título faz referência ao nome do nosso país, o Syria Today, retrata um comboio a vapor semelhante àquele que assombra a memória universal desde a Segunda Guerra Mundial. Um outro, o La rue syrienne , mostra um velho motorista de táxi, que parece sair directo do cinema neo-realista italiano, procura o caminho para Damasco enquanto ouvimos a diva da ópera nacional a comemorar o momento com um tango. Em todos os casos, tentamos sempre mostrar uma humanidade que é igual em todo o lado, seja qual fôr a lengalenga « O Oriente complicado » e « a excepção síria » que também é sempre a mesma em todo o lado. No entanto, esta abordagem incomoda uma certa elite de esquerda, tanto na Síria como na Europa, que se compraz em considerar os sírios como vítimas e nada mais. Para essas almas complacentes, os nossos filmes « não representam a realidade », como já mais de uma vez amavelmente nos acusaram.


Mas o público em quem pensamos quando fazemos os nossos filmes é os apoiantes do regime. Esforçamo-nos por implicar esse público desconfiado ou hostil, encaminhando-o para o campo da humanidade pura, sobretudo quando tentamos realizar filmes sobre os combatentes do Exército de Libertação da Síria e os chabihah (milícias do regime). É por essa razão que, apesar de tudo, sempre tratámos a personagem de Hafez al-Assad com uma certa dignidade, como em The End ou Then What ?. E é também por essa razão que dedicámos um dos nossos filmes mais conhecidos, I will cross tomorrow, ao franco-atirador que terá morto o nosso amigo Bassel Shehadeh, o cineasta que tinha ido para Homs durante o cerco da cidade para filmar e para formar cidadãos-reporteres.


Este filme foi realizado a partir de imagens essencialmente filmadas pelo próprio Bassel, descrevendo a sua travessia de uma zona sob a alçada de um franco-atirador. Apresenta-se como uma carta póstuma do cineasta ao seu assassino: « Tu podes matar-me, mas as minhas imagens ficarão para sempre como testemunho ». Para o fim do filme convidámos um activista religioso para cantar qualquer coisa à laia de Requiem. Mas o religioso escolheu interpretar um canto profano que diz: « O nosso mártir é mais querido que o Todo Poderoso » !... Ou seja, esse religioso fez prova de uma profunda iconoclastia sugerindo uma revisão do conceito de Deus depois de Assad. E o nosso público nacional e estrangeiro nada teve a acrescentar pois o filme teve um enorme êxito. Por aí podemos constatar que o cinema pode permitir-se apontar muito alto. E tem mesmo o dever de o fazer por forma a preservar a revolução dos franco-atiradores e da televisão, cujo ponto em comum é o de apontarem baixo.


Cécile Boëx [25-09-2012]

 

Rithy Panh apresenta filme no Doclisboa'12
2012/10/21

Hoje acontece um dos momentos altos do Doclisboa'12. Rithy Panh faz parte dojúri da secção Investigações e irá apresentar o seu filme Duch, le Maître des Forges de l'Enfer / Duch, Master of the Forges of Hell, como parte da secção Sessões Especiais, às 19h00, no Grande Auditório da Culturgest.

Nascido no Camboja, é realizador e autor de diversos livros. O seu primeiro documentário de longa-metragem, Site 2, ganhou o grande prémio no Festival de Amiens. A sua obra cinematográfica inclui Neak Sre / The Rice People (1994), La Terre des Âmes Errantes (2000) e S-21: La Machine de Mort Khmère Rouge (2003).

 

Em 2006, fundou o centro de recursos audiovisuais Bophana, um centro de pesquisa dedicado a resgatar o património audiovisual cambojano.

Doclisboa promove Workshop de Realização
2012/10/12

Na edição deste ano, o Doclisboa organiza como parte da programação um Workshop de Realização, coordenado por Miguel Clara Vasconcelos. Está confirmada a presença dos realizadores André Gil Mata, realizador de Cativeiro; João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, realizadores de A Última vez que vi Macau; João Vieira, realizador de Le Pain que le Diable a pétri; Nicolas Rey, realizador de Anders, Molussien e Eloy Enciso Cachafeiro, realizador de Arraianos.

Por onde começar um filme? Como pensar um documentário? Qual o método de pesquisa? Como abordar a realidade? Como filmar uma ideia? Como mostrar um sentimento? Como organizar as filmagens? Qual a equipa ideal? Como filmar os momentos essenciais? Como se encontra o final do filme? Quando parar de filmar? Como se trabalha na montagem? Como se encontra um fio condutor? Quanto tempo demora a produção? Como definir a duração do filme? Estas são algumas das questões a desenvolver pelos realizadores convidados, durante as sessões que compõem este workshop. Desde 2009, participaram autores como Nicolas Philibert (Nénette), Gianfranco Rosi (El Sicario: Room 164), Michael Madsen (Into Eternity: a Film for the Future), Anna Sanmartí (La Terra Habitada), Flávia Castro (Diário de uma Busca), Gonçalo Tocha (É na Terra não é na Lua) e Miguel Gonçalves Mendes (José e Pilar). Tendo como ponto de partida o filme apresentado durante o Festival, cada realizador expõe ao longo de três horas o seu processo de trabalho. Os participantes são convidados a preparar questões que queiram ver abordadas em cada sessão. O workshop destina-se a estudantes, a profissionais e a outras pessoas interessadas em aprofundar o conhecimento sobre a criação cinematográfica dos realizadores convidados.


22 e 25 OUT - 11.00, Culturgest - Fórum Debates
23, 24 e 26 OUT - 15.00, Cinema São Jorge - Sala Montepio


Mais informações e inscrições:
ana.pereira@doclisboa.org

"Visões de Madredeus", de Egdar Pêra, abre secção Heart Beat do Doclisboa'12
2012/10/09

"Visões de Madredeus", de Edgar Pêra, é o filme de abertura da secção Heart Beat do Doclisboa'12 - dedicada a documentários relacionados com a música -, sendo a primeira vez que um filme português abre esta secção. Será exibido Sábado, 20 de Outubro, às 22h30, no Cinema São Jorge.

Resultado de 20 anos a acompanhar a banda, Edgar Pêra mostra-nos cine-diários de concertos, bastidores, gravações de discos e viagens com os Madredeus, desde os primeiros ensaios, em 1987, até ao último concerto da tournée "Amor Infinito", em Tóquio, em 2006. Alcala, Barcelona, Budapeste, Catania, Edimburgo, Granada, Lisboa, Londres, Macau, Nantes, Oeiras, Osaka, Pamplona, Paris, Queluz, Roma e Tóquio são as cidades-palco deste filme.


"Visões de Madredeus" é o resultado do encontro entre Edgar Pêra e Pedro Ayres Magalhães, amigos desde os tempos da faculdade, e da vontade de fazerem um filme em conjunto, "estabelecendo um verdadeiro diálogo entre o 'meu' cinema e a sua música", como afirma o realizador, que acompanha o músico, muito de perto, desde que este tinha as bandas Corpo Diplomático e Heróis do Mar. Esta evolução musical convergiu depois no projecto Madredeus.


Edgar Pêra afirma que se trata de um documentário filmado sempre com "estatuto de amigo do grupo e não de alguém que faz uma reportagem sobre os bastidores da banda. Estava lá, era testemunha. Nunca me preocupei em fazer um filme. Depois, com o apoio incondicional dos Madredeus, viajei com uma câmara de vídeo e outra de Super8 durante a tournée Amor Infinito, que culminou em Tóquio." Como conclui, "o filme nasce da observação dos Madredeus inseridos no seu quotidiano, e do seu imenso impacto junto dos admiradores de todos os cantos do planeta".


A secção Heart Beat integra 17 filmes, dos quais cinco são portugueses. Para além de "Visões de Madredeus", temos: "O Fado da Bia" (Diogo Varela Silva), "Genesis Encore Cascais 75" (João Dias), "A Minha Banda e Eu" (Inês Gonçalves, Kiluanje Liberdade) e "Não me importava de morrer se houvesse Guitarras no Céu" (Tiago Pereira).

 

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