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Premiados Doclisboa'12Retrospectiva Chantal AkermanExposição Passagens

Passagens

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Passagens, secção inaugurada este ano no Doclisboa, leva o festival a novos espaços mas também a outros questionamentos e maneiras de pensar o cinema, numa época em que a passagem e contaminação entre a prática artística contemporânea e o cinema documental surge com grande força e evidência. Este ano, a secção concentrar-se-á no trabalho de Chantal Akerman e de Pedro Costa.

 

Encontraremos obras construídas a partir de filmes da realizadora (caso, por exemplo, de Une Voix dans le Désert ou de La Chambre), nas quais o dispositivo cinematográfico é revisto e reapresentado em relação com os problemas específicos do espaço expositivo. Mas encontraremos também obras criadas de raiz enquanto instalações (como Femmes d'Anvers en Novembre ou Maniac Summer), nas quais problemáticas de ordem narrativa e formal, presentes na obra da realizadora, são trabalhadas através da multiplicação de possibilidades plásticas e de representação próprias à instalação.

 

Nesta secção, encontraremos também duas peças de Pedro Costa: The End of a Love Affair e Alto Cutelo. Cineasta que tem vindo a apresentar consistentes incursões no campo das artes visuais (é de assinalar o diálogo já duradouro com Rui Chafes), Pedro Costa apresenta-nos também a possibilidade de entrarmos no seu cinema através de uma experiência de concentração (própria às suas imagens), mas também de encontro com uma espécie de mínimos circuitos de sentido que se apresentam como matérias potenciais para propagação e formação de outras experiências cinemáticas.

 

Com esta secção, esperamos convocar o público a reencontrar-se com a própria história do cinema, a partir de questões específicas que podemos encontrar, desde o início, presentes no dispositivo cinematográfico (recordemos que, já em 1927, Abel Gance apresentava Napoleão propondo uma tripla projecção). Queremos, simultaneamente, assumir as dimensões específicas provenientes do campo da arte que não só contribuíram para a revigoração das práticas cinematográficas actuais, mas também para a reactualização de problemáticas eminentemente documentárias que, independentemente da sua especificidade e particular pertinência no momento actual, têm atravessado os cruzamentos entre cinema e arte há várias décadas. Procuramos, desta forma, criar um lugar para pensar o contemporâneo, não enquanto fechamento na actualidade, mas enquanto actualização complexa de uma história que é tudo menos linear.


Cortesia de Chantal Akerman, Galeria Marian Goodman, Paris/Nova Iorque
Cortesia de Pedro Costa

 


20 OUT - 30 NOV - Carpe Diem Arte e Pesquisa, Galeria Palácio Galveias e
Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema


 
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