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ACTIVIDADES PARALELAS


MASTERCLASSES

CONFERÊNCIA E DEBATE COM ALAIN BERGALA SOBRE O ENSINO DO CINEMA
OFICINA DE CINEMA – “Primeiros Planos”, por ALAIN BERGALA
APRESENTAÇÃO, livros de João Mário Grilo
NO CAFÉ CINEMA (com Marie-Pierre Müller e João Botelho)
WORKSHOP SONY
LISBON DOC’S - SESSÃO DE PITCHING


Todas as entradas são livres, sujeitas a inscrição. Inscrições nas masterclasses e mais informações acerca das actividades paralelas através do e-mail anacristina@doclisboa.org



MASTERCLASSES

Amos GitaiAmos Gitai
21 de Outubro | 16.30 | Grande Auditório

A pretexto da retrospectiva que o doclisboa dedica a Amos Gitai, uma conferência e um encontro com o público do festival em que o realizador israelita falará sobre a sua extensa obra documental, com especial incidência nas duas trilogias aqui exibidas, e sobre o seu método de trabalho. Gitai deverá abordar também as múltiplas ligações desses documentários aos seus filmes de ficção, designadamente, o lugar da história recente de Israel e temas/figuras como o território, o exílio e a memória.

Makoto SatôMakoto Satô
25 de Outubro | 11.00 | Grande Auditório

Integrando a programação dedicada ao documentário japonês contemporâneo, o doclisboa apresenta uma masterclass de Makoto Satô. É uma oportunidade rara para ouvir um dos seus representantes mais influentes, para falar do seu trabalho, da sua filiação na tradição do documentário japonês socialmente empenhado e da sua perspectiva histórica e crítica da situação contemporânea do documentário no Japão.

Adrian WoodAdrian Wood
26 de Outubro | 16.30 às 18.30 | Pequeno Auditório

Um Tesouro Escondido – As Maravilhas dos Arquivos - Localizar um excerto de material de arquivo, pode ser uma tarefa de detective. Pode-se estar à procurar no local errado, ter de pagar por material que afinal poderia ser gratuito. E se não se tem cuidado, a batalha pode acabar nos tribunais. Venha e aprenda com Adrian Wood: onde procurar e como evitar problemas.
Moderador: Leena Pasanen

Todas as Masterclasses têm tradução simultânea em Português.



CONFERÊNCIA E DEBATE COM ALAIN BERGALA SOBRE O ENSINO DO CINEMA

DIÁLOGOS ALAIN BERGALA E JOÃO MÁRIO GRILO
Domingo, 22 de Outubro | 15.00 | Fórum Debates
“A transmissão é um dos assuntos de predilecção do cinema. Pela simples razão de que a transmissão é na maior parte das vezes da ordem da carta, da inscrição, da circulação e da repetição, sobretudo inconsciente, de um significante. E que o cinema é uma das artes melhor colocadas, devido ao seu desenvolvimento temporal e da sua inscrição visual e sonora, para tornar imediatamente sensível, visível e audível, esse significante e o seu modo de circulação e transmissão.”
Alain Bergala in L’Hypothèse cinéma. Petir traité de transmission du cinéma à l’école et ailleurs.

Alain BergalaAlain Bergala, critico, professor e cineasta, presente no doclisboa para desenvolver o workshop “Primeiros Planos”, destinado ao ensino e exercício do cinema junto dos mais jovens, apresenta uma conferência / debate sobre a importância e possibilidade da transmissão do cinema (e de um saber relacionado com o cinema) aos estudantes e gerações mais novas.
Bergala é autor de um “pequeno tratado” sobre o ensino do cinema, baseado na sua experiência, onde avança hipóteses e sugestões concretas do que pode ser a aprendizagem das imagens cinematográficas, insistindo na importância da sua inclusão nos currículos escolares (nas diferentes fases do ensino), de forma inovadora e necessária.
De modo concreto, Bergala questiona a inclusão do ensino do cinema como arte, procurando responder ao que pode realmente ser significar esse ensino, o que constitui o primeiro embate com as imagens, sobre se é possível ensinar o cinema sem tentar a sua prática, a sua compreensão e análise - questões que se colocam a todos os que se confrontaram com as questões práticas de uma pedagogia para as imagens.
O trabalho de Bergala representa igualmente um acto de resistência pelo cinema e de adaptação às possibilidades tecnológicas que oferecem os novos suportes de registo e reprodução.
Este debate é uma oportunidade para discutir ideias, estratégias e experiências sobre o ensino do cinema, contando com a participação de professores de diversas instituições de ensino em Portugal que desenvolvem trabalho nesta área.


Oficina de Cinema – “Primeiros Planos”, POR ALAIN BERGALA
21, 22 e 23 de Outubro | Fórum Debates
A realização deste workshop é outra das novidades da edição 2006 e vem contribuir para concretizar um dos objectivos do doclisboa, relacionado com as questões pedagógicas mais ligadas à criação e formação dos mais jovens através do cinema.
Dirigido por Alain Bergala, realizador, professor, ensaísta e especialista na transmissão dos saberes e das práticas do cinema, este workshop pretende incentivar o olhar e a criação cinematográfica junto dos mais jovens. O objectivo é a realização de filmes de um plano com a duração de um minuto, a exemplo dos filmes dos irmãos Lumière.

É gratuito, limitado a 15 pessoas (jovens entre os 17 e os 25 anos). Os interessados deverão enviar candidatura para o e-mail anacristina@doclisboa.org com o conteúdo seguinte:

  • declaração de disponibilidade total para os dias 21, 22 e 23 de Outubro (o workshop decorrerá nas manhãs e tardes dos 3 dias).
  • indicação se dispõem ou não do material necessário para a realização do workshop (câmara e cassettes mini-dv e tripé)
  • Mini CV: dados pessoais, contactos e breve nota de experiência profissional.
A selecção será feita de acordo com os critérios da idade e da experiência profissional (o workshop foi pensado para pessoas mais jovens com pouca ou nenhuma experiência no mundo do cinema).
É necessária compreensão do Francês (Nível Básico).

Primeiros Planos
A regra do jogo dos planos Lumière é simples. Tal como na época dos operadores Lumière (a que se acrescenta a cor e o som) cada participante escolhe um sítio, um momento, um enquadramento, um objecto/tema e filma um plano de um minuto, com a câmara fixa.
Fazer um plano Lumière é mergulhar no coração do acto cinematográfico, presentes todas as escolhas essenciais no “fazer um plano”.
É uma experiência individual inesquecível e basilar, em que cada um tem a responsabilidade pessoal de todas as decisões fundamentais da criação cinematográfica. Nada de mais belo, de mais puro, de mais impiedoso do que um plano Lumière. Não é possível fazer batota, fingir ou esconder-se. Ele torna visível tudo sobre a pessoa que o fez: a sua relação com o mundo, com o cinema, as suas intenções, as suas fraquezas ou forças (mas pode haver forças que são fraquezas e fraquezas que são forças), a sua sorte e o seu azar.
Num plano Lumière existe o essencial do cinema
A escolha de um objecto/tema
A relação com o filmado
A questão do ataque
A questão da relação com o espectador: como nele é criada uma expectativa e como lhe responde, ou não, em seguida.
A questão do ritmo, do estado/modo off, do ambiente.
A questão da luz naturalmente, e do som.
A questão da mestria e do azar.
O cinema é sempre jovem quando parte verdadeiramente do gesto que o iniciou, das suas origens. Quando alguém pega numa câmara e se coloca perante o realizador, por um minuto, num enquadramento fixo, num estado de concentração extrema em relação a tudo o que se vai passando, retendo a respiração perante o que existe de sagrado e irremediável no facto de uma câmara captar a fragilidade do instante, com o sentimento violento de que aquele minuto é único e jamais se reproduzirá ao longo do tempo, o cinema renasce para essa pessoa como no dia em que uma câmara filmou pela primeira vez. Quando se está entre o que existe de inato no acto cinematográfico, é-se sempre o primeiro dos cineastas. De Louis Lumière a um jovem ou uma jovem de hoje. É apenas necessário bastante inocência e fé para não começar imediatamente pela perversão, por todas as perversões que 100 anos de vida pública trouxeram forçosamente ao cinema.
Talvez seja o essencial do cinema, aquilo que descobriram aqueles que fizeram este filme: que fazer um plano é estar já no coração do acto cinematográfico, no acto bruto de captar num minuto toda a força do cinema e, sobretudo, essa convicção de que o mundo é sempre surpreendente, nunca tal como esperamos ou prevemos, que tem mais imaginação do que o cineasta e de que o cinema tem sempre mais força do que quem o faz.
Alain Bergala


O Cinema da Não IlusãoO Homem Imaginado

Apresentação, livros de João Mário Grilo
Sábado | 21 de Outubro | Fórum debates |18.00
João Mário Grilo apresenta dois livros sobre cinema: “O Cinema da Não Ilusão. Histórias para o cinema português” e “O Homem Imaginado. Cinema, Acção, Pensamento”.
João Mário Grilo, professor, cineasta e crítico de cinema apresenta dois livros recentemente publicados pelos Livros Horizonte.
“O Homem Imaginado. Cinema, acção, pensamento.” é uma antologia que reúne um vasto conjunto de textos escritos ao longo de cerca de vinte anos de trabalho científico e teórico em torno do cinema e dos seus problemas.
“O Cinema da Não Ilusão” traça um retrato do cinema português contemporâneo, buscando a sua identidade moderna num paradigma de olhar consolidado desde o “Cinema Novo” dos anos 60 e prosseguido em filmes essenciais como Acto de Primavera e Amor de Perdição de Manoel de Oliveira ou Trás-os-Montes de António Reis e Margarida Cordeiro.


No café CINEMA (com Marie-Pierre Müller e João Botelho)
25 de Outubro | 23:30 | Fórum debates
Quem, de entre vocês, não teve um dia o sentimento de que os filmes dialogavam, que entre eles, e através do espectador, mantinham velhas conversas? Qual o cinéfilo que nunca em conversa fez a aproximação de instantes de filmes que, juntos, contavam uma das numerosas histórias do cinema? Qual de nós não terá um dia afirmado, ao lembrar uma sequência: “Estava tudo dito...”?
“Este” plano. “Aquele travelling”. “A personagem, quando diz...quando faz...”. O corte, o som, o momento, a sequência que substitui todas as outras. O olhar que só a mim se dirige. A figura cinematográfica, a suas terríveis aventuras: do zoom perturbador à violência do grande plano. O instante de graça do documentário, recompensa da obstinação. O estilo que resiste à retórica. O que dizem então esses pedaços dos filmes, essas aproximações, esses fragmentos?
Por vezes bastam alguns minutos, ou duas vezes alguns minutos para que "tudo" seja dito sobre a planificação, sobre a medida e os efeitos da montagem, sobre o poder do enquadramento, da força da duração, do real peso das palavras e do trabalho discreto do som, do poder ou da elegância das soluções que a realização dá às situações mais complexas, as mais delicadas ou as mais perigosamente simples...
E nas conversas que mantêm entre si, os filmes escarnecem das etiquetas de “género” que lhes são atribuídas, qualquer que seja a sua justeza. Na memória e no coração de todo o cinéfilo, constitui-se assim uma espécie de galeria de sequências ou de planos, um anti-museu imaginário cujas colecções seriam instáveis, cuja disposição das peças se alteraria à medida que se encontravam mais filmes.
Descrever e mostrar estas colecções pessoais é uma fonte de grande prazer, porque a todos pertencem; é sempre uma oportunidade para analisar uma relação com o cinema e de continuamente questionar os seus elementos fundamentais. Sabemos que o museu interior do cinéfilo interior é movediço, instável, quase frágil. Que, no entanto, é animado por convicções, por evidências. Atravessado por lampejos, abalado por cóleras. Habitado por emoções inesquecíveis, ou seja, lancinantes, definitivas e incuráveis. E que isto pode ser dito. Como se conta um sonho. Como se conta uma história, com toda a confiança. Tudo isto assenta em algo simples: transportar o seu museu, mostrá-lo, fazer com que o visitem. Depois, perguntar aos outros (para melhor se perguntar a si próprio) o que há de estranho e de comum. Perguntar-lhe a várias pessoas de “que” fala e como. É num bar, estranhamente mobilado com televisões que fazemos a aposta de que é possível “falar sobre cinema”, sem ser nem mestre, nem aluno. Na hesitação, no risco, na timidez. Na paixão, na improvisação. Na descoberta que o podemos fazer porque somos vários a buscar, a entrever. Na riqueza da intuição porque somos muitos a ver. No prazer de uma palavra tanto mais segura quanto responde a uma outra. Munidos das nossas cassetes e dos nossos DVD's, e certos que não seremos os únicos a trazê-los para o “café”, propomos uma viagem a duas histórias do cinema. Uma história de caça, e uma história da noite. A caça, figura e postura: o cineasta é um batedor, por vezes fala de espera e de vigilância, de armadilha até. A esta evidência correspondem muitas sequências onde o espectador assiste ao tempo de vigilância e ao drama da captura, à morte que acontece diante dos seus olhos. Nesse momento, mais do que nunca, trata-se de uma questão de lugar. Quando a noite se aproxima e, depois, se instala, a película ou a banda magnética já não podem inscrever se não o seu contrário, o traço de luz que persiste. Mas na sala de cinema mergulhada na obscuridade desenrolam-se os dramas do “negro”. Nesse momento das nossas vidas e do mundo real, quando estamos simultaneamente entregues à impotência e libertos do controlo, o cinema toma um poder terrível e paradoxal.
Marie-Pierre Müller


workshop sony
27 de outubro | 10.00-13.00 | Fórum debates
Máximo de 15 participantes (reservado a inscrição)
Público alvo: profissionais e estudantes de cinema

A introdução no mercado de uma linha de Alta definição em formato HDV a preço acessível veio trazer ao mercado de produção de documentários, ferramentas de produção que permitiram aproximar os patamares de qualidade de outros que exigiam investimentos muito superiores e trazer aos realizadores novas funcionalidades que até aqui não estavam disponíveis. A Sony liderou este segmento e passado dois anos da introdução do formato e equipamentos a obra feita com equipamentos Sony constitui um património importante no pznorama audiovisual a nível global mas neste caso focamos também a nivel Nacional. Vamos ouvir a experiência de dois realizadores que em planos distintos se destacaram com obras neste ambito.
O workshop terá a duração de 3,5 horas em que iremos desmontar a obra "Elogio ao 1/2" de Pedro Sena Nunes e a obra "Laura" de Graça Castanheira e perceber quais foram as motivações para utilizar a os equipamentos HDV 1080i da Sony, o que correu bem, o que não terá corrido tão bem.
Haverá também a oportunidade de proceder à cxaptação de imagens e experimentar o equipamento antecedido por uma breve explicaçãode alguns pontos mais ligados á tecnologia, por parte de Fernando Antunes da Sony Portugal.


SESSÃO DE PITCHING
28 de Outubro | 10 - 14.30 | Pequeno Auditório
Os 15 projectos são apresentados perante um painel de representantes de canais de televisão europeus, líderes em co-produções e aquisições internacionais (ARTE Thema – França, ORF – Áustria, VRT – Bélgica, SVT – Suécia, YLE – Finlândia, RTP – Portugal, IKON – Holanda, entre outros). A cada projecto são atribuídos 15 minutos. Parte deste tempo é destinado aos produtores/realizadores, os restantes minutos são reservados a comentários por parte dos programadores. Uma oportunidade única de conhecer o funcionamento actual do mercado televisivo do documentário e possíveis formas de financiamento, co-produção e difusão.
Moderadores: Leena Pasanen e Cecilia Lindin

A sessão de pitching terá tradução simultânea em Português


Organização: Apordoc
Rua dos Bacalhoeiros, 125, 4º. 1100-068 Lisboa. Portugal . Tel. & Fax: + 351 21 887 16 39
Email: doclisboa@doclisboa.org