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A pretexto da secção Para
Onde Vai o Documentário Português?
recolhemos um conjunto de depoimentos de alguns dos intervenientes
actualmente mais activos nesta área. Do lado da produção,
ouvimos o produtor Luís
Correia, responsável na LxFilmes
pela produção de cerca de duas dezenas de documentários
nos últimos cinco anos. A realizadora Catarina
Mourão, igualmente sócia
da produtora Laranja Azul, foi escolhida para representar neste
painel as novas questões da criação trazidas
pela geração de 90. A situação dos apoios
à produção do documentário pelo ICAM
foi discutida com o seu presidente, Elísio
Oliveira. O papel que caberia à
RTP desempenhar simultaneamente como co-produtor e difusor dos documentários
portugueses foi o tema central da conversa com o director do canal
2:, Manuel
Falcão. José
Manuel Costa e João
Mário Grilo, ambos professores
de cinema e ambos dirigentes de associações representativas
no meio do cinema e do documentário em particular (o primeiro
na Apordoc, o segundo na Associação Portuguesa de
Realizadores), completam o painel. As entrevistas, realizadas nas
duas semanas que antecederam o doclisboa 2004, foram transcritas
numa primeira versão para esta edição on-line
e pretendem servir para uma discussão sobre o estado das
coisas no financiamento, produção e circulação
do documentário português. Em breve será apresentada
uma publicação com o conjunto destas entrevistas (e
possivelmente outras) para responder às questões prementes
que se colocam então hoje: Quais são os principais
bloqueios e insuficiências que tem impedido a consolidação
do crescimento da produção do documentário
português iniciado em meados da década de 90 e uma
divulgação mais alargada e regular dos seus filmes?
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