Thierry Garrel (Presidente) Condecorado Chevalier des Arts et des Lettres pelo governo francês - por reconhecimento ao seu empenho durante 40 anos na construção de uma televisão que defende os autores e que privilegia o documentário de criação - Thierry Garrel é a figura mais citada na mudança da paisagem do documentário europeu a partir dos anos 80.
Tendo desde muito jovem exercido funções na ORTF (Office de Radiodiffusion-Télévision Française) e no INA (Institut National de l’Audiovisuel), é a partir do momento em que assume a direcção do departamento de documentários de La Sept - futura ARTE France - que Garrel passa a ter um papel determinante a nível europeu. Enquanto responsável da linha editorial do departamento de documentários, cargo que exerce entre 1987 e 2008, Garrel lança diversas séries que fizeram história e o célebre slot televisivo «Grand Format», que co-produziu e emitiu mais de 200 documentários de longa-metragem multi-premiados. Garrel esteve directamente associado aos primeiros filmes de Nicolas Philibert, Rithy Panh, Claire Simon, Claudio Pazienza, Raoul Peck e colaborou com grandes autores de cinema como Chris Marker, Chantal Akerman, Richard Dindo, Amos Gitai, Jean-Louis Comolli, Johan Van der Keuken, Volker Koepp, Iossif Pasternak, entre outros.
Em 1982 recebeu da Sociedade Cívil de Autores Multimédia o Grande Prémio de Televisão pelo programa Juste une Image. Em 2001 a Galeria Nacional do Museu Jeu de Paume homenageou o seu trabalho com uma exposição retrospectiva.
Desde que deixou a ARTE, Thierry Garrel dedica-se a seminários e workshops de formação para jovens autores a nível mundial. Garrel justificou sempre as suas escolhas com base num pensamento sólido: “É precisamente onde a televisão produz esquecimento, que o documentário fabrica memória e interioridade».
João Pedro Rodrigues
João Pedro Rodrigues realizou O Pastor, a sua primeira curta-metragem, em 1988. O seu segundo filme, Parabéns, foi seleccionado para a Competição Oficial – Corto Cortissimo do Festival de Veneza em 1997 e recebeu a Menção especial do Júri. O Fantasma (2000), primeira longa-metragem, é apresentado na Competição Oficial de Veneza, e premiado em Belfort e Nova Iorque. Odete (2005) é seleccionado para a Quinzena dos Realizadores em Cannes e ganha o prémio “Cinémas de Recherche”, somando diversos prémios em festivais internacionais. Em 2007, com a curta-metragem China China, co-realizada com João Rui Guerra da Mata, regressa à Quinzena dos Realizadores em Cannes e ganha o prémio de Melhor Filme Português no Festival de Curtas do Rio de Janeiro e o Grande Prémio e Prémio do Público para melhor curta de ficção em Belfort.
A sua obra mais recente, Morrer como um homem (2009) teve estreia na secção Un Certain Regard do Festival de Cannes e ganhou o prémio Cine del Futuro em Buenos Aires. Actualmente prepara o documentário A última vez que vi Macau, em co-autoria com João Rui Guerra da Mata.
André Paquet Nascido no Quebeque (Canadá), André Paquet dedica-se desde 1962 à difusão e promoção de cinema. Programador pioneiro na Cinemateca do Quebeque, Paquet foi o fundador dos Encontros Internacionais do Cinema Novo (Montreal). De 80 a 87 liderou a secção de cinema dos serviços culturais do Quebeque, em Paris.
Director da programação do RDIM (Rencontres Internationales du Cinema Documentaire de Montreal) até 2009, André Paquet dedica-se actualmente ao ensino e é também autor de diversos artigos e ensaios sobre cinema.
Carlos Muguiro
Fundador do prestigiado festival Punto de Vista (Espanha), no qual foi responsável pela direcção artística até 2009, Carlos Muguiro é crítico, programador e cineasta. Estudioso do cinema russo, actualmente trabalha como investigador no Departamento de Estudos Eslavos do Instituto Universitário de Cultura, da Universidade Pompeu Fabra, em Barcelona, como professor de Estética da Universidade de Navarra e do mestrado em Cinema na Universidade Pompeu Fabra. No seu currículo constam a coordenação do curso de Realização na Escuela Internacional de Cine de San Antonio de los Baños de Cuba, a autoria dos livros Ver sin Vertov. Cincuenta años de no ficción en Rusia y la URSS (1955-2005),El cine de los mil años, Una aproximación al cine documental japonés y The Man Without the Movie Camera: the cinema of Alan Berliner. Licenciado em Realização pela Escuela de Cine de Madrid trabalha como guionista em filmes como Goodbye, Americ”a e Notes on the Other (DocLisboa, Sundance, Clermont-Ferrand, Ann Arbour, Hot Docs, Varsóvia). Participou como júri em diversos festivais internacionais: FidMarseille, Festival dei Popoli (Florença), DocBsAs (Buenos Aires) e Documenta Madrid.
Júri Competição Internacional
Médias e Curtas Metragens + Prémio Revelação
Katrine Kiilgaard
Lincenciada e mestre em Cultura Moderna e Comunicação pela Universidade de Copenhaga, trabalha desde 1994 em diferentes áreas do cinema. Seleccionadora e programadora em vários festivais, Katrine Kiilgaard é representante internacional da Filmkontakt Nord desde 2000. Além de trabalhar na promoção de filmes dos países nórdicos, Katrine Kiilgaard actua como conselheira em desenvolvimento de projectos, financiamento internacional e distribuição de curtas-metragens e documentários. Actualmente é Head of Industry no Festival de Cinema da Filmkontakt Nord e no Nordisk Panorama.
Olivier Dury
Cameraman, cineasta e fotógrafo, Olivier Dury realiza em 2008 o seu primeiro filme, “Mirages” (Prémio Doclisboa Media Metragem), onde filma o início da travessia do Sahara pelos emigrantes que enfrentam o tempo do deserto: viagem objectiva rumo à clandestinidade, viagem subjectiva pela individualidade progressiva destes homens ameaçados pela morte anónima.
Em 2009, dirigiu a fotografia de “Au nom du Père, de tous, du ciel”, documentário de Marie-Violaine Brincard sobre um lado desconhecido do massacre do Ruanda.
Actualmente trabalha na montagem de “Voyage en Islande” (título provisório) e prepara “Stupéfiant”, ensaio documental sobre o universo da droga.
Oscar Pérez
Natural de Girona (Espanha), estuda cinema no London College of Communication. Desde 2001 os seus filmes são exibidos nos mais importantes festivais de cinema do mundo: “Xavó-Xaví” no Chicago Film Festival e no Roma Film Festival, em 2003; “Salve Melilla” tem a primeira apresentação no Mar del Plata Film Festival, em 2006; “Ventrada” compete no IDFA 08; “If the camera blows up” é exibido no Locarno 09. O filme “The Tailor” vence a competição de curtas metragens do IDFA em 2007, bem como outros prémios internacionais como o Prémio do Público no Silverdocs e o Cinema Eye Honour, em Nova Iorque.
Óscar Pérez é responsável pela realização da série documental The Getsemani Orchard para a Televisão da Catalunha (TVC). Actualmente lecciona documentário criativo na Universidade Pompeu Fabra, em Barcelona e está a fazer a pós produção da sua primeira longa metragem documental “Hollywood Talkies”.
Júri Investigações
Diana Andringa
Doutoranda em Sociologia (ISCTE), pós-graduada em Jornalismo (2000) e Sociologia (2004), pelo ISCTE. Integra o Conselho de Opinião da RTP (eleita pela Assembleia da República) e é documentarista independente. Entre 1978 e 2001 ocupa diversos cargos de direcção na RTP. É responsável por diversas crónicas semanais no “Diário de Notícias” (1983-1989), “Público” (1993-1995) e RDP (1994, 1996-1999). Entre os trabalhos que efectua na RTP destaca as séries “Refugiados no Mundo” (1983) e Geração de 60 (1992), os documentários “Aristides de Sousa Mendes, o Cônsul injustiçado” (1993), “O Caso Big Dan’s, Violação numa comunidade portuguesa” (1993), “Humberto Delgado: Obviamente, assassinaram-no”(1995), “José Rodrigues Miguéis: um homem do povo na história da República” (1997), e a série de programas “Artigo 37” (2001). Como documentarista independente é autora de, entre outros, “Timor-Leste: O sonho do crocodilo” (2002), “Era uma vez um arrastão (2005), “As duas faces da guerra” (2007, co-realização com Flora Gomes), “Dundo, memória colonial” (2009), “Tarrafal: memórias do Campo da Morte Lenta” (2010). Diana Andringa é Comendadora da Ordem do Infante e Grande Oficial da Ordem da Liberdade.
Ginette Lavigne
Realizadora e montadora, trabalha desde há vinte anos com Jean-Louis Comolli, do qual assina a montagem de “Face aux Fantômes”, de 2009. É a realizadora de “Le Kugelhof” (1992) “Le fil rouge” (1995) “Un repas de paix” (1995) “República, journal du peuple”(1998) “La nuit du coup d’État -Lisbonne av.74” (2001) “Jours de grève à Paris-Nord” (2001) “Deux histoires de prison”(2004) “Un voyage en Israël”(2008) e “La belle journée” (2010).
KateÅ™ina Bartošová Nascida em Praga em 1980, KateÅ™ina Bartošová é licenciada em Antropologia Social e Cultural. Colabora, desde 2008, com o One World International Human Rights Documentary Film Festival, do qual é programadora. O One World é um dos mais importantes festivais europeus na área dos direitos humanos e é membro fundador da Human Rights Film Network. Desde 2005 tem ainda trabalhado com diversos outros festivais de cinema na República Checa, como o Karlovy Vary International Film Festival.
Exposição de 85 fotografias do fotógrafo maliano.
De 29 de Setembro até final de Outubro, de 3ªF a 6ªF, das10:00 às 19:00
Sábados e Domingos, das 14:00 às 19:00
Galeria Palácio Galveias – Campo Pequeno
Entrada Livre.
Videoteca doclisboa
1250 títulos enviados para o doclisboa estão disponíveis na videoteca do festival com 18 postos de visionamento - das 11:00 às 21:00
mais informação: videoteca@apordoc.org
Júri Competição Portuguesa
Barbara Orlicz
Licenciada em História pela Universidade de Cracóvia, Barbara Orlicz é Vice presidente da Krakow Film Foundation e directora de programação do Festival Internacional de Cinema de Cracóvia.
Entre 1996 e 2006 trabalha na distribuidora Apollo Film Ltd, como responsável pelo gabinete de comunicação e marketing. Paralelamente também é, desde 2005, produtora do Film Market de Cracóvia.
Federico Rossin
Curador e crítico de cinema independente, faz investigação sobretudo na área do cinema documental, experimental e de animação. É co-director artístico do NodoDocFest, de Trieste, desde 2008. Como curador tem trabalhado para diversos festivais em Itália e em França (ToniCorti of Padua, 2006-2007; Filmmaker of Milan, 2007-2010, États généraux du film documentaire of Lussas, 2009-2010; i1000(o)cchi de Trieste, 2008-2010; Lodi Città Film Festival de Lodi, 2009; Fisheye de Roma, 2009). Em 2008 colabora com Nicole Brenez na retrospectiva na Cinemateca Francesa de Paris La Cité des yeux, une saison italienne. Tem publicados cerca de 20 ensaios e, em 2009, publica American Collage. Il cinema di Emile de Antonio.
Jean-François Chougnet
Historiador, cientista político formado pela École de Sciences Politiques de Paris e ex-aluno da École Nationale d’Administration. Nos anos 80 e 90, é assessor de Jack Lang, Ministro da Cultura de França, seguindo-se o cargo de director adjunto do Musée National d’Art Moderne (Centro Pompidou) e o de director adjunto da Réunion des Musées Nationaux. É comissário do Ano do Brasil em França (“Brésil, Brésils”) em 2005 e é director geral do Parque de la Villette (Paris) de 2001 até 2006. Desde o início de 2007 é o director do Museu Colecção Berardo (Lisboa).