{"id":401078,"date":"2019-09-25T14:55:18","date_gmt":"2019-09-25T14:55:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.doclisboa.org\/2019\/?p=401078"},"modified":"2019-10-01T15:01:51","modified_gmt":"2019-10-01T15:01:51","slug":"seminario-de-realizacao-inscricoes-abertas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.doclisboa.org\/2019\/seminario-de-realizacao-inscricoes-abertas\/","title":{"rendered":"Semin\u00e1rio de Realiza\u00e7\u00e3o: Inscri\u00e7\u00f5es Abertas"},"content":{"rendered":"<p>Este semin\u00e1rio, que foi desenhado em colabora\u00e7\u00e3o com o <strong>UnionDocs Center for Documentary Art<\/strong> e destaca os vencedores da rec\u00e9m-criada bolsa <span style=\"color: #000000;\"><a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/uniondocs.org\/the-undo-fellowship\/\"><strong>UNDO Fellowship<\/strong><\/a><\/span>, em conjunto com cineastas presentes na selec\u00e7\u00e3o do Festival, explorar\u00e1 exerc\u00edcios de cinema radical e as linguagens em crescimento do cinema documental. Quatro conversas abertas, cada uma liderada por um acad\u00e9mico ou cr\u00edtico, abordar\u00e3o o trabalho de 10 artistas apresentados no <strong>Doclisboa\u201919<\/strong>. Cada sess\u00e3o centrar-se-\u00e1 numa quest\u00e3o distinta de representa\u00e7\u00e3o: movimentos de liberta\u00e7\u00e3o hist\u00f3ricos; aus\u00eancias e exclus\u00f5es nos arquivos; apropria\u00e7\u00e3o de texto, imagens e cultura; e processos f\u00edsicos e sensuais de uma exist\u00eancia incorporada. Os cineastas convidados ser\u00e3o revelados depois da confer\u00eancia de imprensa do festival, no dia 2 de Outubro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>22 OUT (ter) \/ das 10.30 \u00e0s 13.00, Culturgest \u2013 Sala 4<br \/>\n<\/b>\u2022 Erika Balsom \/ \u00c9ric Baudelaire<br \/>\n<b>23 OUT (qua) \/ das 10.30 \u00e0s 13.00, Culturgest \u2013 Sala 4<br \/>\n<\/b>\u2022 Dani and Sheilah ReStack \/ Steve Reinke<br \/>\n<b>24 OUT (qui) \/ das 10.30 \u00e0s 13.00, Culturgest \u2013 Sala 4<br \/>\n<\/b>\u2022 James N. Kienitz Wilkins \/ Matthew Shen Goodman<br \/>\n<b>25 OUT (sex) \/ das 10.30 \u00e0s 13.00, Culturgest \u2013 Sala 4<br \/>\n<\/b>\u2022 Nzingha Kendall \/ Madeleine Hunt-Ehrlich<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pre\u00e7o (4 sess\u00f5es):<br \/>\n\u2022 P\u00fablico em geral \u2013 30\u20ac<br \/>\n\u2022 Portadores do cart\u00e3o de s\u00f3cio Gerador \u2013 20\u20ac<br \/>\n\u2022 S\u00f3cios da Apordoc e estudantes sem acredita\u00e7\u00e3o \u2013 15\u20ac<br \/>\n\u2022 Portadores de acredita\u00e7\u00e3o \u2013 gratuito, sujeito a um processo de selec\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><strong>N\u00famero m\u00e1ximo de participantes:<\/strong> 30<br \/>\nSujeito a um processo de selec\u00e7\u00e3o.\u00a0O Semin\u00e1rio ter\u00e1 lugar em ingl\u00eas, sem tradu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Inscri\u00e7\u00f5es mediante o preenchimento pr\u00e9vio de um formul\u00e1rio <a href=\"https:\/\/forms.gle\/8xTQQ3HXNfYyq3sd7\">aqui<\/a>, at\u00e9 dia 16 de Outubro de 2019.<\/b><\/p>\n<p><b>Para qualquer esclarecimento, contactar: <\/b><a href=\"mailto:programme@doclisboa.org\"><b><span style=\"color: #000000;\">programme@doclisboa.org<\/span><\/b><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>_<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>SOBRE AS SESS\u00d5ES<\/b><\/p>\n<p><b>Linguagens de liberta\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>Erika Balsom, \u00c9ric Baudelaire<\/p>\n<p>A estudiosa Erika Balsom e o cineasta \u00c9ric Baudelaire prop\u00f5em-se analisar o eco que as linguagens revolucion\u00e1rias dos anos 1960 e 1970 \u2013 tanto do filme document\u00e1rio, como da express\u00e3o art\u00edstica e da ac\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u2013 t\u00eam hoje. De que forma se mantiveram e transformaram as energias desse momento? De que forma podem ser \u00fateis para pensar por entre as urg\u00eancias do presente, para o futuro? Numa altura em que a esperan\u00e7a de mudan\u00e7a pol\u00edtica parece ser cada vez mais necess\u00e1ria, que formas e actos melhor podem responder \u00e0 necessidade de voltar a imaginar a realidade?<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<p><b>Exist\u00eancia incorporada<\/b><\/p>\n<p>Steve Reinke, Dani ReStack, Sheilah ReStack<\/p>\n<p>O ensa\u00edsta e artista Steve Reinke junta-se \u00e0 dupla de artistas Dani e Sheilah ReStack, para pensar um discurso fenomenol\u00f3gico de natureza <i>queer<\/i> da pr\u00e1tica documental que questiona o que um artista faz com o mundo. Apoiando-se na \u201cdomesticidade selvagem\u201d da dupla Restack, Reinke estende-a \u00e0 analise da forma como a \u201csubjectividade selvagem\u201d \u2013 uma abordagem h\u00edbrida do cinema, que alterna entre v\u00e1rias \u2013 abre um novo leque de possibilidades de representa\u00e7\u00e3o da plenitude infinitamente complexa da exist\u00eancia no mundo e reinscreve essa representa\u00e7\u00e3o com os processos f\u00edsicos e sensuais de uma exist\u00eancia incorporada.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<p><b>Mudan\u00e7as de forma<\/b><\/p>\n<p>Matthew Shen Goodman, James N. Kienitz Wilkins<\/p>\n<p>O escritor e editor Matthew Shen Goodman e o cineasta James N. Kienitz Wilkins perguntam qual o valor da apropria\u00e7\u00e3o hoje. Se o termo se tornou sin\u00f3nimo de uma forma particular de apropria\u00e7\u00e3o cultural indevida, a adop\u00e7\u00e3o criativa no cinema, na arte e na escrita tem tamb\u00e9m constitu\u00eddo um gesto radical de cr\u00edtica e um modo de chamar a aten\u00e7\u00e3o para condi\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o. Ao seguir uma genealogia dentro e fora do cinema e ao repensar o potencial de tais actos, esperam elaborar um discurso em torno da apropria\u00e7\u00e3o que lhe d\u00ea vida enquanto ferramenta para artistas, activistas e quem quer que considere a pol\u00edtica de reclamar algo como seu.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<p><b>Repara\u00e7\u00e3o do arquivo<\/b><\/p>\n<p>Nzingha Kendall, Madeleine Hunt-Ehrlich<\/p>\n<p>A estudiosa e programadora Nzingha Kendall e a cineasta Madeleine Hunt-Ehrlich prop\u00f5em-se explorar formas alternativas de construir a narrativa assentes na produ\u00e7\u00e3o intelectual negra radical, numa resposta ao que Saidiya Hartman apelida de \u201csil\u00eancio no arquivo\u201d. Perguntam como podem os contadores de hist\u00f3rias negros trabalhar no dom\u00ednio da realidade, quando, historicamente, os registos tradicionais da realidade tornaram invis\u00edvel a natureza do indiv\u00edduo negro. Poder-se-\u00e1 resistir \u00e0 transpar\u00eancia imposta a pessoas menorizadas empregando falhas e fragmentos para obter uma opacidade estrat\u00e9gica? Ao questionar a forma e o g\u00e9nero cinematogr\u00e1ficos, procuram alargar as possibilidades de as imagens em movimento ressuscitarem formas de compreens\u00e3o consubstanciadas, espirituais e codificadas das viv\u00eancias negras.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<p><b>SOBRE OS ORADORES<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Dani ReStack, Sheilah ReStack<\/b><\/p>\n<p>\u201cDani e Sheilah ReStack embarcaram numa rela\u00e7\u00e3o art\u00edstica que \u00e9 formal e emocionalmente cont\u00edgua \u00e0s suas vidas dom\u00e9sticas, um quotidiano que partilham com a sua jovem filha Rose. Ambas as artistas t\u00eam as suas carreiras individuais. Nem o trabalho em v\u00eddeo de Dani, nem as instala\u00e7\u00f5es e <i>performances<\/i> multim\u00e9dia de Sheilah nos podiam propriamente preparar para a for\u00e7a do trabalho colaborativo das duas mulheres.\u201d Michael Sicinski (Cinema Scope, 2017).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>\u00c9ric Baudelaire<\/b><\/p>\n<p>\u00c9ric Baudelaire (1973, Salt Lake City) vive e trabalha em Paris, Fran\u00e7a. Depois de estudar ci\u00eancia social, Baudelaire estabeleceu-se como artista visual, frequentemente centrado na investiga\u00e7\u00e3o social e hist\u00f3rica. Desde 2010 que se dedica mais seriamente ao cinema. Os seus trabalhos incluem <i>Also Known as Jihadi<\/i> (2017), <i>Letters to Max<\/i> (2014), <i>The Ugly One<\/i> (2013) e <i>The Anabasis of May and Fusako Shigenobu, Masao Adachi and 27 Years Without Images<\/i> (2011).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Erika Balsom<\/b><\/p>\n<p>Professora de estudos de cinema no King\u2019s College (Londres). Autora de <i>After Uniqueness: A History of Film and Video Art in Circulation<\/i> e <i>Exhibiting Cinema in Contemporary Art<\/i>, al\u00e9m de co-editora de <i>Documentary Across Disciplines<\/i>. Escreve para revistas como a Artforum e a Freeze e publicou em jornais acad\u00e9micos, incluindo o Cinema Journal e o Grey Room. Em 2018, ganhou um Pr\u00e9mio Leverhulme e o Pr\u00e9mio de Ensaio Kov\u00e1cs.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>James N. Kienitz Wilkins<\/b><\/p>\n<p>Cineasta e artista sediado em Brooklyn. O seu trabalho estreou em festivais internacionais de cinema como Berlim, Toronto, Locarno, Roterd\u00e3o, Nova Iorque, CPH:DOX, BAMcinemaFest, New Directors\/New Films. Em 2017, esteve presente na Bienal de Whitney e o seu trabalho foi alvo de uma retrospectiva no Festival RIDM (Montreal). Fez exposi\u00e7\u00f5es individuais na Gasworks (Londres), Spike Island (Bristol, Reino Unido) e Kunsthalle Winterthur (Su\u00ed\u00e7a).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Matthew Shen Goodman<\/b><span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Matthew Shen Goodman \u00e9 escritor e trabalha como editor-chefe na Triple Canopy.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Madeleine Hunt-Ehrlich<\/b><\/p>\n<p>Trabalha em torno das vidas e mundos privados de mulheres negras com base em pesquisa arquiv\u00edstica e de campo, que depois se traduz num processo de escrita e, por fim, num processo de realiza\u00e7\u00e3o que inclui t\u00e9cnicas cinematogr\u00e1ficas narrativas, documentais e experimentais. Isso significa trabalhar de perto com arquivos que at\u00e9 h\u00e1 pouco tempo n\u00e3o preservavam ou respeitavam vozes negras e pensar na forma de representar hist\u00f3rias que foram negligenciadas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Nzingha Kendall<\/b><\/p>\n<p>Estudiosa de cinema e programadora. O seu trabalho centra-se em imagens em movimento de mulheres negras de toda a di\u00e1spora. Tem um doutoramento em estudos americanos e encontra-se actualmente a trabalhar no Instituto Carter G. Woodson de Estudos Afro-americanos e Americanos na Universidade da Virg\u00ednia com uma bolsa de p\u00f3s-doutoramento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Steve Reinke<\/b><\/p>\n<p>Artista e escritor, mais conhecido pelos seus ensaios em v\u00eddeo baseados em mon\u00f3logos. \u00c9 autor de dois livros, co-editou quatro antologias e escreveu dezenas de ensaios, sobretudo sobre filmes de artistas. \u00c9 professor de teoria e pr\u00e1tica art\u00edstica na Universidade de Northwestern. O seu trabalho \u00e9 representado pela galeria Isabell Bortolozzi, em Berlim.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este semin\u00e1rio, que foi desenhado em colabora\u00e7\u00e3o com o UnionDocs Center for Documentary Art e destaca os vencedores da rec\u00e9m-criada bolsa UNDO Fellowship, em conjunto com cineastas presentes na selec\u00e7\u00e3o do Festival, explorar\u00e1 exerc\u00edcios de cinema radical e as linguagens em crescimento do cinema documental. Quatro conversas abertas, cada uma liderada por um acad\u00e9mico ou <a href=\"https:\/\/www.doclisboa.org\/2019\/seminario-de-realizacao-inscricoes-abertas\/\" class=\"more-link\">&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":401085,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.doclisboa.org\/2019\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/401078"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.doclisboa.org\/2019\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.doclisboa.org\/2019\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.doclisboa.org\/2019\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.doclisboa.org\/2019\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=401078"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.doclisboa.org\/2019\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/401078\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.doclisboa.org\/2019\/wp-json\/wp\/v2\/media\/401085"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.doclisboa.org\/2019\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=401078"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.doclisboa.org\/2019\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=401078"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.doclisboa.org\/2019\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=401078"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}