{"id":401069,"date":"2019-09-25T14:48:33","date_gmt":"2019-09-25T14:48:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.doclisboa.org\/2019\/?p=401069"},"modified":"2019-10-01T14:51:25","modified_gmt":"2019-10-01T14:51:25","slug":"heart-beat-da-terra-a-lua-final-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.doclisboa.org\/2019\/heart-beat-da-terra-a-lua-final-2019\/","title":{"rendered":"Novas confirma\u00e7\u00f5es fecham as sec\u00e7\u00f5es Heart Beat e Da Terra \u00e0 Lua"},"content":{"rendered":"<p>Mais confirma\u00e7\u00f5es na programa\u00e7\u00e3o de Heart Beat sugerem um olhar mais aproximado para o reino n\u00e3o s\u00f3 da m\u00fasica, mas\u00a0tamb\u00e9m da literatura e do document\u00e1rio &#8216;rock&#8217;\u00a0e o papel\u00a0essencial que ret\u00eam.<\/p>\n<p><strong>Daniel Johnston<\/strong>, o m\u00fasico de culto norte-americano, que (nos en)cantou (com) as suas doces melodias, com as suas can\u00e7\u00f5es de poesia do mundano, faleceu a 11 de Setembro deste ano. A influ\u00eancia\u00a0de <strong>Johnston<\/strong> no mundo da m\u00fasica n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 evidente, como\u00a0prevalecer\u00e1:\u00a0a sua voz, a sua m\u00fasica marcaram &#8211; e ir\u00e3o certamente marcar &#8211;\u00a0gera\u00e7\u00f5es de artistas. Assim, em homenagem a este m\u00fasico, o\u00a0doclisboa programou uma <strong>sess\u00e3o especial<\/strong>, integrada na sec\u00e7\u00e3o <strong>Heart Beat<\/strong>.<br \/>\nNesta sess\u00e3o, ser\u00e1\u00a0exibida a\u00a0curta-metragem de <strong>Gabriel Sunday<\/strong>, <strong>Hi, How Are You Daniel Johnston<\/strong>, um verdadeiro documento biogr\u00e1fico, germinado de uma entrevista \u00edntima com o m\u00fasico, que reencontra e junta o artista n\u00e3o s\u00f3 aos seus sonhos mais expansivos, mas tamb\u00e9m \u00e0s personagens do seu passado; e o\u00a0filme-concerto de <strong>Antony Crofts<\/strong>, <strong>The Angel and Daniel Johnston &#8211; Live at the Union Chapel<\/strong>, que celebra Johnston num dos momentos mais aclamados da sua carreira.<\/p>\n<p>Da poesia da m\u00fasica de Johnston, \u00e0 poesia de Sophia de Mello Breyner.\u00a0Um dos filmes mais aguardados desta\u00a0sec\u00e7\u00e3o \u00e9 indubitavelmente a <strong>Estreia Mundial<\/strong>\u00a0de\u00a0<strong>Sophia, na Primeira Pessoa<\/strong>, de <strong>Manuel Mozos<\/strong>. Um document\u00e1rio que traz a escritora, um dos maiores e mais premiados \u00edcones da literatura portuguesa, ao local onde a mem\u00f3ria social se encontra com um intenso trabalho de pesquisa. Do Porto a Lisboa, da Granja a Lagos, do Mar Atl\u00e2ntico ao Mediterr\u00e2neo, da Gr\u00e9cia ao 25 de Abril, viaj\u00e1mos pelas paix\u00f5es e decep\u00e7\u00f5es de uma vida e obra dedicadas \u00e0 busca pelo real, a liberdade e a justi\u00e7a. Um filme possu\u00eddo pela mais bela melancolia,\u00a0que nos mostra\u00a0quem foi Sophia:\u00a0a mulher dentro da poeta cuja miss\u00e3o era \u201colhar, ver e dizer que viu\u201d.<\/p>\n<p>Fechando a programa\u00e7\u00e3o Heart Beat, o mundo do cinema \u00e9 celebrado com a homenagem ao\u00a0trabalho de <strong>D.A. Pennebaker<\/strong>, com uma c\u00f3pia restaurada de <strong>Don&#8217;t Look Back<\/strong>, um retrato de cinema <em>verit\u00e9 <\/em>que rev\u00ea <strong>Bob Dylan <\/strong>durante a sua digress\u00e3o por Inglaterra em meados dos anos 60.\u00a0Recentemente falecido, <strong>Pennebaker<\/strong> filmou desde\u00a0<strong>David Bowie<\/strong> a <strong>John F. Kennedy<\/strong>, e viria a fazer um contributo fundamental n\u00e3o s\u00f3 para a constitui\u00e7\u00e3o da iconografia de v\u00e1rios m\u00fasicos &#8211; a de Dylan talvez a mais marcante -, mas tamb\u00e9m para a hist\u00f3ria do document\u00e1rio cinematogr\u00e1fico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Da Terra \u00e0 Lua completa a sua programa\u00e7\u00e3o\u00a0da 17\u00aa edi\u00e7\u00e3o do <strong>Doclisboa<\/strong>. O\u00a0Doclisboa anuncia <strong>Un Film Dramatique<\/strong>, de <strong>\u00c9ric Baudelaire<\/strong>,\u00a0depois da sua not\u00e1vel passagem pelo Festival de Locarno (Selec\u00e7\u00e3o oficial) e pelo TIFF, este ano. Um filme que dialoga com as intui\u00e7\u00f5es criativas de vinte alunos da escola Dora Maar nos sub\u00farbios parisienses naquele que foi um projecto experimental que re\u00fane quatro anos de trabalho. Humoroso, intimista e elucidativo, o filme de <strong>Baudelaire<\/strong> debate a urg\u00eancia de quest\u00f5es como etnia, descrimina\u00e7\u00e3o, entre outras representa\u00e7\u00f5es variadas de poder e identidade, enquanto uma gera\u00e7\u00e3o que cresceu com selfies e YouTube se debate com a natureza colaborativa do cinema, dentro do qual se v\u00eaem tornar autores das suas pr\u00f3prias vidas.<\/p>\n<p>O festival anuncia igualmente <strong>quatro estreias mundiais<\/strong>, de<strong> quatro\u00a0produ\u00e7\u00f5es portuguesas<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Pierre-Marie\u00a0Goulet <\/strong>regressa tr\u00eas anos depois de <em>Antes das Pontes<\/em>, para um filme que evoca a perman\u00eancia silenciosa da cultura mu\u00e7ulmana na cultura portuguesa, na sua procura pelo sentimento de uma analogia subterr\u00e2nea em imagens e sons. A partir de dados topogr\u00e1ficos e culturais portugueses e turcos, <strong>O \u00daltimo Sonho &#8211; Al\u00e9m das Pontes<\/strong>\u00a0tece os la\u00e7os entre dois universos aparentemente t\u00e3o distantes um do outro.<\/p>\n<p>Segue-se uma nova vers\u00e3o de\u00a0<strong>Judenrein<\/strong>, de <strong>Daniel Blaufuks<\/strong>. Um trabalho pessoal de dez minutos, que resgata imagens amadoras de uma velha bobine de cinema da d\u00e9cada de 80, obtida no e-bay, e que vem a examinar a hist\u00f3ria de uma pequena aldeia polaca, constitu\u00edda na sua maior parte por popula\u00e7\u00e3o judaica, agora desaparecida no rescaldo do seu retorno de campos de concentra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Suzanne Daveau<\/strong>, de Luisa Homem, que tra\u00e7a o esbo\u00e7o de uma mulher aventureira que atravessa o s\u00e9culo XX,\u202f\u00a0at\u00e9 aos dias de hoje, guiada pela paix\u00e3o da investiga\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica;<\/p>\n<p><strong>Sonh\u00e1mos um Pa\u00eds<\/strong>, de <strong>Camilo de Sousa<\/strong> e <strong>Isabel Noronha<\/strong>,\u00a0ilustra (e denuncia) a hist\u00f3ria dos campos de reeduca\u00e7\u00e3o, em\u00a0Mo\u00e7ambique.\u00a0Um filme que analisa, nos dias de hoje, uma realidade p\u00f3s-colonial pouco conhecida, onde o antagonismo da liberta\u00e7\u00e3o p\u00f3s-independ\u00eancia no pa\u00eds \u00e9 fortemente explorado atrav\u00e9s da utiliza\u00e7\u00e3o de arquivos f\u00edlmicos de Camilo de Sousa (captados, na altura, para a FRELIMO, com prop\u00f3sitos propagand\u00edsticos), em combina\u00e7\u00e3o\u00a0com uma conversa entre\u00a0Camilo de Sousa e\u00a0Isabel Noronha.<br \/>\nDentro deste mesmo quadro reflectivo, juntam-se <strong>143 rue du d\u00e9sert<\/strong>, de <strong>Hassen Ferhani<\/strong>, um filme sobre uma mulher que recebe camionistas, sem-abrigos e sonhos no meio do deserto Argelino, que tamb\u00e9m se destacou na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do Festival de Locarno;\u00a0e\u00a0<strong>Zustand und Gel\u00e4nde<\/strong>, galardoado no Festival de Marselha com o pr\u00e9mio para Melhor Primeiro Filme, de <strong>Ute Adamczewski<\/strong>, que procura representar a \u2018cust\u00f3dia protectiva\u2019 e debru\u00e7a-se sobre\u00a0a supress\u00e3o e resist\u00eancia de oposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica,\u00a0experi\u00eancias traum\u00e1ticas, atrav\u00e9s de uma grande amplitude de materiais de arquivo.<\/p>\n<p>A concluir, dois filmes: <strong>Adolescentes<\/strong>, de S\u00e9bastien Lifschitz, &#8211; cuja estreia mundial se deu na Semana da Cr\u00edtica do Festival de Locarno &#8211; pinta um retrato raro de Fran\u00e7a e da sua hist\u00f3ria recente na sua ilustra\u00e7\u00e3o de duas\u00a0adolescentes que, dos 13 aos 18 anos, sofrem transforma\u00e7\u00f5es radicais que marcam as suas vidas di\u00e1rias para sempre;\u00a0e <strong>La Vida en Com\u00fan<\/strong>, um filme de <strong>Ezequiel Yanco<\/strong>, que cria um\u00a0discurso que mistura a Hist\u00f3ria com pequenas hist\u00f3rias, contornando identidades complexas em primeiro plano numa comunidade ind\u00edgena no norte da Argentina.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais confirma\u00e7\u00f5es na programa\u00e7\u00e3o de Heart Beat sugerem um olhar mais aproximado para o reino n\u00e3o s\u00f3 da m\u00fasica, mas\u00a0tamb\u00e9m da literatura e do document\u00e1rio &#8216;rock&#8217;\u00a0e o papel\u00a0essencial que ret\u00eam. 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