Chytilová foi proibida de realizar filmes entre 1969 e 1976. A única excepção foi o filme feito para a televisão Kamarádi, agora virtualmente desconhecido. A projecção do Doclisboa é uma rara oportunidade de ver este filme de transição na obra de Chytilová.
O Doclisboa pretende questionar o presente do cinema, em diálogo com o seu passado e assumindo o cinema como um modo de liberdade. Recusando a categorização da prática fílmica, procuram-se as novas problemáticas presentes na imagem cinematográfica, nas suas múltiplas formas de implicação no contemporâneo. O Doclisboa tenta ser um lugar de imaginação da realidade através de novos modos de percepção, reflexão, novas formas possíveis de acção.