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15-10-2014
O Doclisboa’14 mostra a História através do Cinema

No ano em que se celebra os 40 anos do 25 de Abril, o Doclisboa ’14 estreia mundialmente “My Other Country”, da sueca Solveig Nordlung, com exibição no programa especial “O nosso século XX – O Cinema face à História”. O filme, sobre a vida da realizadora em Portugal a partir da década de 1960 e até ao período revolucionário, será apresentado nos dias 19, 22 e 26 de Outubro.

A secção também conta com um olhar sobre a 1ª Guerra Mundial, no ano do seu centenário, com a apresentação do filme Après les Combats de Bois-le-prêtre (17 e 25 de Outubro), datado de 1915, documento histórico e testemunho excepcional da frente de combate, só trazido a público este ano. 

A programação soma ainda Prigionieri della Guerra, de Yervant Gianikian e Angela Ricci Lucchi, também composto por imagens da 1ª Guerra Mundial, exibido a 17 e 25 de Outubro, dos realizadores que assinaram a sessão de abertura da edição do ano passado.

Inserido na mesma secção, destaque para Night Will Fall, de André Singer, apresentado no dia 17 de Outubro, que procura o rasto do filme sobre a 2ª Grande Guerra e que o Imperial War Museum de Londres procurou reconstruir – o já anunciado German Concentration Camps Factual Survey. Depois do Doclisboa, o Cinema Ideal acolhe, para além de Night Will Fall, dois outros filmes programados no Doclisboa, Rio Zona Norte do brasileiro Nelson Pereira dos Santos e The Exiles, do norte-americano Ken MacKenzie, nos dias 27, 28 e 29 respectivamente.  

A propósito da 2ª Guerra Mundial, destaque para dois títulos da retrospectiva “Neo-Realismo e Novos Realismos”, Giorni di Gloria, que contou com a colaboração de Luchino Visconti, Giuseppe De Santis, Marcello Pagliero e Mario Serandrei e Lettere di Condannati a Morte della Resistenza, de Fausto Fornari (17 e 26 de Outubro)

Parte dos programas especiais e inserido nesta secção, é apresentado Nuit et Brouillard (dia 26 de Outubro), no Pequeno Auditório da Culturgest, em homenagem a Alain Resnais, autor de uma das primeiras reflexões cinematográficas sobre os horrores do Holocausto, filmado 10 anos depois da libertação dos campos de concentração. 

Em “O nosso século XX – O Cinema face à História”, no ano em que se conta 25 anos desde a queda do Muro de Berlim, são ainda apresentados Die Mauer, de Jürgen Böttcher (18 e 24 de Outubro) e Facing the Judgment of History, do russo Fridrikh Ermler (20 e 21 de Outubro) um filme que confronta um membro da Duma do regime Czarista, com o destino da URSS.

Entre as figuras conhecidas do público do Doclisboa, cabe mencionar dois realizadores que já  tiveram retrospectivas em edições passadas, representados, este ano, com os filmes Respite, de Harun Farocki, sobre um campo de refugiados holandês para judeus em fuga na 2ª Guerra Mundial, exibido nos dias 24 e 25 de Outubro e Veillée d’Armes, de  Marcel Ophuls, passado durante o cerco a Sarajevo, em 1992, apresentado em sessão única no dia 25 de Outubro.

Também o filme Out of the Present, do realizador Andrei Ujică, traz uma figura conhecida do Festival. O romeno, realizador do filme Autobiografia de Nicolae Ceausescu, foi jurado na edição de 2012 do Doclisboa, ano em que também apresentou uma masterclass.

Integra o programa de “O nosso século XX – O Cinema face à História”, a sessão de encerramento do Festival, dedicado, este ano, a um amigo e presença regular do Doclisboa, Peter von Bagh, realizador do filme Sosialismi, que tem apresentação às 21h30 do dia 25 de Outubro, no Grande Auditório da Culturgest.