17-11-2016
Doclisboa’16 | Balanço Final
Linda Martini_10

A 14ª edição do Doclisboa – Festival Internacional de Cinema, que encerrou no passado dia 30 de Outubro, contou com 26000 espectadores (excluindo a programação para além das datas do festival), registando-se um aumento considerável no número de bilhetes de sessões de cinema face à edição de 2015.

Este número traduz o sucesso do Doclisboa ao nível de exigência, qualidade e pertinência da programação.

Ao longo de 11 dias foram apresentados 259 filmes de 41 países, contando-se 46 estreias mundiais, 15 das quais nas competições. Estes dados consolidam a imagem internacional do festival, reafirmando a sua dimensão e prestígio, sendo o resultado do reconhecimento da parte de produtores e realizadores que, cada vez mais, apostam no Doclisboa para a apresentar os seus filmes ao público pela primeira vez.

Calabria, de Pierre-François Sauter, foi galardoado com o prémio de Melhor Filme da Competição Internacional. Sol Negro, de Laura Huertas-Millán, recebeu uma menção honrosa nesta competição. Na Competição Portuguesa, Ama-San, de Cláudia Varejão, foi a grande vencedora. 300 Miles, de Orwa Al Mokdad, foi o vencedor do Prémio para Melhor Primeira Obra.

Os prémios do Júri das Competições Internacional e Portuguesa foram atribuídos, respectivamente, a Azayz, de Ilias El Faris, e a A Cidade Onde Envelheço, de Marília Rocha. Correspondências, de Rita Azevedo Gomes, venceu o novo Prémio José Saramago – Fundação José Saramago e Livraria Lello para o melhor filme falado em português, galego ou crioulo de origem portuguesa transversal a Competições e Riscos.

O Prémio Jornal Público para melhor curta-metragem transversal a Competições e Riscos foi atribuído a Downhill, de Miguel Faro, que assim, através da colaboração da Academy of Motion Pictures Arts and Sciences, será automaticamente pré-nomeado para o Óscar de Melhor Documentário de curta-metragem.

Destacam-se ainda o Prémio do Público, atribuído a Cruzeiro Seixas – As Cartas do Rei Artur, de Cláudia Rita Oliveira, e o Prémio Escolas, atribuído a O Espectador Espantado, de Edgar Pêra. Na secção Verdes Anos, pela primeira vez com secção competitiva, o vencedores do Grande Prémio La Guarimba e do Prémio Especial do Júri foram respectivamente Pulse, de Robin Petré e O Cabo do Mundo, de Kate Saragaço-Gomes.

Imagem © Wesley Prado