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30-06-2017
Retrospectivas doclisboa’17 apresentam-se em Julho numa sessão ao ar livre

O 15º doclisboa – Festival Internacional de Cinema fará uma sessão de antecipação ao ar livre no terraço da Cinemateca Portuguesa, no dia 7 de Julho às 22h30.

Na sessão será exibido Strop, de Věra Chytilová, apresentando a retrospectiva de autor que lhe é dedicada. Un Jeu Si Simple, de Gilles Groulx, apresenta a retrospectiva Uma Outra América – o singular cinema do Quebec.

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Věra Chytilová
Primeira-dama do cinema checo, é a autora em retrospectiva do Doclisboa’17. Figura preponderante e única mulher a integrar a Nova Vaga checoslovaca, ao lado de nomes como Milos Forman ou Jiří Menzel, afirmou-se como a mais radical e inovadora realizadora do movimento. O percurso de Chytilová é singular: expande-se por cinco décadas e cruza vários géneros cinematográficos, do documentário experimental nos anos 60 à comédia mainstream nos anos 90 e 2000. O seu cinema, marcadamente irreverente, destacou-se por uma abordagem assaz irónica que, através de narrativas não-lineares e outros dispositivos fílmicos não-convencionais, impôs uma ruptura com os códigos de representação vigentes do realismo social. Centrado nas relações humanas, com especial enfoque em temas como o papel da mulher na sociedade e a sua emancipação, o trabalho de Chytilováé também uma dura crítica da decadência moral da sociedade e do regime comunista – a sua obra foi alvo constante de censura, chegando mesmo a ser impedida de filmar pelo governo. Ao longo da carreira ganhou inúmeros prémios a nível internacional em festivais como o de Veneza, Oberhausen, Moscovo ou Chicago. O seu contributo ao cinema foi por fim reconhecido pela condecoração com a Ordem das Artes e Letras do governo francês em 1992, e com a atribuição da Medalha de Mérito da República Checa em 1998. Esta retrospectiva, em colaboração com a Cinemateca Portuguesa, o Czech Film Center, o Czech State Cinematography Fund e a FAMU, traz ao Doclisboa a obra de Věra Chytilová, uma realizadora cujo trabalho importa conhecer.

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Strop
Věra Chytilová, 1961
Um olhar sobre a vida e o dia-a-dia de uma modelo, é o filme de escola de Věra Chitilová. A combinação de elementos cinéma verité com outros mais formais evidenciam já a Vaga que estava para surgir. Sobre o filme, Chytilová disse: “Não o fiz como trabalho de casa, não creio que fosse necessário para acabar o curso; não foi uma obrigação, foi uma necessidade.”

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Uma outra América – o singular cinema do Quebec
Os anos 60 e 70 são uma época particularmente curiosa no cinema produzido no Canadá francófono, o Quebec. No decurso de políticas oficiais do Office National du Film, bem como do aparecimento de equipamento de leve porte, nasce uma vaga de autores que inventam um estilo único de Cinema Directo. Profundamente ancorado na problematização de questões de identidade, cultura, língua, mas também históricas, retratam o dia a dia da sua região, criando propostas cinematográficas profundamente surpreendentes: filmes cuja montagem, uso da música, da relação entre som e imagem ou preto e branco e cor constituem um conjunto único na história. Do impulso documental à construção ficcional, do cinema-manifesto ao cinema-ensaio, vemos aqui um cinema vizinho do grande território anglo-saxónico, que se pensa sempre a partir da estranheza da história do seu próprio território. Uma natureza difícil, uma cultura específica, um povo de carácter surpreendemente forte. Uma história que inclui o abismo da colonização, o desejo de autonomia, a luta separatista, a procura do reconhecimento identitário.

Esta retrospectiva, em colaboração com a Cinemateca Portuguesa e a Sodec, apresentará um grande núcleo de filmes produzidos nessas décadas, com autores como Claude Jutra, Michel Brault, Pierre Perrault, Gilles Groulx, Anne Claire Poirier, Marcel Carrière, mas também uma viagem até aos dias de hoje, com outros cineastas como Denis Côté, Simon Lavoie, entre outros.

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Un Jeu Si Simple
Gilles Groulx,1964
Um belíssimo documentário que nos mostra todos os aspectos do fenómeno hockey no gelo: festa, drama, mito, desempenho físico e libertação colectiva. Groulx aproxima-se do cinema directo, alternando entre o preto e branco e a cor, para mostrar o que significa o hockey no Quebec: mais que um jogo, é uma oportunidade única de se viver um sonho.