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O Doclisboa pretende questionar o presente do cinema, em diálogo com o seu passado e assumindo o cinema como um modo de liberdade. Recusando a categorização da prática fílmica, procuram-se as novas problemáticas presentes na imagem cinematográfica, nas suas múltiplas formas de implicação no contemporâneo. O Doclisboa tenta ser um lugar de imaginação da realidade através de novos modos de percepção, reflexão, novas formas possíveis de acção.
doclisboa
30–08-17

Manuel Mozos, Adirley Queirós e Sharon Lockhart: três momentos chave do Doclisboa’17

“Ramiro“, última obra de Manuel Mozos, inaugura em estreia mundial a Sessão de Abertura do Doclisboa’17. “Era uma vez Brasília“, de Adirley Queirós, é o filme apresentado, em estreia nacional, na Sessão de Encerramento do festival. A artista plástica norte-americana Sharon Lockhart é a artista convidada para a secção Passagens, a ter lugar no Museu Colecção Berardo.

 

A sessão de abertura da 15ª edição do Doclisboa – Festival Internacional de Cinema realiza-se a 19 de Outubro com a estreia mundial de “Ramiro”, o mais recente trabalho de Manuel Mozos, que assim regressa ao festival após “A Glória de fazer Cinema em Portugal” em 2015, ou “João Bénard da Costa – outros amarão as coisas que eu amei” em 2014.

 

Com Lisboa como pano de fundo, “Ramiro” é uma divertida e tocante comédia que conta a história de um alfarrabista, Ramiro, que é também um poeta em perpétuo bloqueio criativo. Ramiro vive, algo frustrado, algo conformado, entre a sua loja e a tasca, acompanhado pelo cão, pelos fiéis companheiros de copos e pelas vizinhas: uma adolescente grávida e a avó a recuperar de um AVC. De bom grado continuaria nesse quotidiano pacato e algo anacrónico, se eventos dignos da telenovela da noite não invadissem essa bolha. Um filme imperdível de um dos mais importantes e carismáticos realizadores portugueses.

 

“Era uma vez Brasília”, de Adirley Queirós é o filme da sessão de encerramento do festival, no dia 28 de Outubro. Filme sensação e menção especial Signs of Life no Festival de Locarno, “Era uma vez Brasília” marca também o regresso do realizador ao Doclisboa, onde em 2014 esteve presente com “Branco Sai Preto Fica”, e em 2015 integrou a programação do Doc no Rio, também do Doclisboa, com “A Cidade é uma Só?”.

 

Em tom documental, “Era uma vez Brasília” é um filme que retrata a realidade contemporânea brasileira, numa analogia político-científica do panorama político actual e da crise motivada pela destituição de Dilma Rousseff. Em 1959, o agente intergaláctico WA4 é preso e é lançado no espaço. Recebe uma missão: vir à Terra matar o presidente da República no dia de inauguração de Brasília. A nave perde-se no tempo e aterra em 2016, na Ceilândia. Só Andreia poderá ajudar a montar o exército para matar os monstros que hoje habitam o Congresso Nacional.

 

Sharon Lockhart é a artista convidada da secção Passagens, a secção que surge da convergência de dois movimentos: a passagem do filme para os museus e a inclusão do documentário na arte contemporânea. Com curadoria de Pedro Lapa, a secção é uma co-produção entre o Doclisboa e o Museu Coleção Berardo. Na secção Riscos será apresentado Rudzienko, o último filme da artista.

 

A retrospectiva de autor do Doclisboa’17 é dedicada a Vera Chytilova. Será uma das maiores e mais extensas de sempre a nível mundial dedicadas ao trabalho da realizadora checa. A retrospectiva conta com curadoria de Boris Nelepo, que, após ter apresentado a obra completa de Zelimir Zilnik, uma vez mais colabora com o Doclisboa.

 

“Uma Outra América – o singular cinema do Quebec” é a retrospectiva temática da presente edição, em parceria com a Cinemateca Portuguesa. Tomando como ponto de partida a fértil cena experimental do Quebec nos anos 60 e 70, a retrospectiva traça o papel fundamental do Quebec no desenvolvimento do Cinema directo e documentário de autor e o seu legado no cinema contemporâneo. Serão apresentados filmes de 1958 a 2017, de autores como Gilles Groulx, Claude Jutra, Michel Brault, Pierre Perrault, Anne-Claire Poirier, Robert Morin, Jeanne Crépeau, Sylvain L’Espérance, Alanis Obomsawin, entre muitos outros.

 

O Doclisboa decorre de 19 a 29 de Outubro.

 

Materiais gráficos: https://we.tl/7l4N2mlkp3

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