Doclisboa 2008:
Festival segue agora nas extensões
VI edição do Festival Internacional de Cinema Documental terminou a 26 de Outubro, mas segue agora com nas extensões. Nos próximos meses diversas cidades do país vão receber alguns dos filmes que passaram pelo festival.

PORTO | Fundação de Serralves

20 de NOV. 21.30
High School de Frederick Wiseman, EUA, 1968, 75’, PB
Filmado num dos maiores liceus de Filadélfia, High School capta o sistema escolar norte-americano não apenas como uma instituição onde se transmite o saber, mas onde se moldam valores sociais de uma geração para outra. A dada altura, observamos um docente a repreender um dos alunos: “Nós estamos aqui para garantir que te tornas num homem e que sabes receber ordens.”

21 de NOV. 21.30
End of the Rainbow de Robert Nugent, França, 2007,83’, Cor
Grande Prémio Cidade de Lisboa para a melhor longa-metragem
Uma grande companhia mineira multinacional transfere uma grande unidade de prospecção de ouro da Indonésia para uma região remota da Guiné Conacry. Nesta zona rural pobre, a presença da mina acaba por criar um clima de mudança e vários conflitos entre os habitantes. Quais as vantagens do proclamado progresso para uma aldeia africana? A transformação do mundo imposta pelo dinheiro não garante a felicidade nem melhores condições de vida.

22 de NOV. 15.30
The Women of Bruckman de Isaac Isitan, Canadá, 2007, 90’, Cor
Prémio RTP 2 para melhor documentário de Investigação +
Prémio doclisboa IPJ para melhor filme da Competição Investigações
Durante alguns anos o realizador viveu dentro da Bruckman, uma fábrica argentina à beira da falência, e acompanhou uma verdadeira revolução social protagonizada por mulheres operárias. Filme épico, The Women of Brukman conta o caso único de uma cooperativa formada durante o caos económico argentino, com o objectivo de devolver às operárias o seu emprego. Um exemplo de sucesso que acabou por gerar um movimento de esperança na sociedade argentina e se tornou num verdadeiro “case study” sociológico.
22 de NOV. 18.00

Queria Ser de Sílvia Firmino, Portugal, 2008, 75’, Cor
Prémio Sony para melhor primeira obra portuguesa
Uma escola primária em risco de fechar no interior de Portugal. Dez alunos, do primeiro ao quarto ano lectivo, numa mesma sala. Um filme que vai à procura de um programa de reforço à leitura e encontra a força, as ambições e os medos destas crianças.
22 de NOV. 21.30
Must Read after my death de Morgan Dews, Espanha, EUA, 2007, 74’, Cor
Prémio Odisseia para melhor primeira obra
A história íntima, contada através das suas próprias palavras e imagens, de um casal norte-americano, Charlie e Allys, durante a década de 60, quando procurou ajuda psiquiátrica e conselho matrimonial, submetendo-se a uma série de tratamentos em grupo ou individuais. Instruídos pelos médicos para gravarem as suas discussões, este par pouco convencional, vítima de um sistema traumático que alimenta o uso de drogas e as terapias de choque,acaba por registar a luta de uma família em reconstrução e a imagem moral de uma época.
+
The rest of a story
de António Prata, Itália, Suiça, 2007, 35’, Cor
Prémio Johnnie Walker para a melhor curta-metragem documental
O autor do filme regressa a Zurique, cidade na qual teve a sua primeira experiência de consumo de heroína e de onde foi obrigado a sair para poder curar-se. Numa viagem ao passado, esta é a tentativa de reaver o que resta das suas memórias.

23 de NOV. 21.30
Bab Sebta de Pedro Pinho, Frederico Lobo, Portugal, 2008, 110’, Cor
Grande Prémio Tobis para o melhor documentário português de longa-metragem
Bab Sebta significa em árabe a porta de Ceuta e é o nome da passagem na fronteira entre Marrocos e Ceuta. É o local para onde convergem aqueles que, vindos de várias partes de Africa, procuram chegar à Europa. O filme Bab Sebta percorre quatro cidades ao encontro dos tempos da espera e das vozes desses viajantes.

ODIVELAS | Centro Cultural da Malaposta | programa C. C. Malaposta em pdf >
21 NOV. 21.30
Queria Ser de Sílvia Firmino, Portugal, 2008, 75’, Cor
Prémio Sony para melhor primeira obra portuguesa
Uma escola primária em risco de fechar no interior de Portugal. Dez alunos, do primeiro ao quarto ano lectivo, numa mesma sala. Um filme que vai à procura de um programa de reforço à leitura e encontra a força, as ambições e os medos destas crianças.

22 NOV.18.30
O Segredo de Edgar Feldman, Portugal, 2008, 25’, P/B, Cor
Prémio Tobis para o melhor documentário português de curta-metragem
António Dias Lourenço, 94 anos, comunista, relembra os anos de encarceramento no Forte de Peniche, durante a ditadura fascista, focando-se no episódio da sua evasão em 1954. É essa fuga, de uma coragem física notável, que o filme pretende mostrar. Percorrendo a velha cadeia de alta segurança, Dias Lourenço evoca as peripécias pelas quais passou. Foi depois de ter sido castigado a um mês de “segredo” (um cubículo sem (um cubículo sem luz destinado às piores reprimendas) que resolveu engendrar uma das mais bem sucedidas e espectaculares fugas.
+
Nacional 206
de Catarina Alves Costa, Portugal, 2008, 53’
Prémio AVID para melhor montagem
Fábrica de têxteis. Estrada Nacional 206, entre Guimarães e Famalicão, no Vale do Ave. À procura de testemunhos sobre os percursos escolares, encontramos o quotidiano e a rotina de uma fábrica que nunca pára, dia e noite, e dos que nela trabalham. Dentro dos seus corredores e maquinaria, seguimos o quotidiano e rotina dos trabalhadores que nos falam da escola, e do seu percurso profissional e pessoal.
22 NOV. 21.30

Bab Sebta de Pedro Pinho, Frederico Lobo, Portugal, 2008, 110’, Cor
Grande Prémio Tobis para o melhor documentário português de longa-metragem
Bab Sebta significa em árabe a porta de Ceuta e é o nome da passagem na fronteira entre Marrocos e Ceuta. É o local para onde convergem aqueles que, vindos de várias partes de Africa, procuram chegar à Europa. O filme Bab Sebta percorre quatro cidades ao encontro dos tempos da espera e das vozes desses viajantes.

ALCOBAÇA | Cine-Teatro

21 NOV. 14.30
Alone in Four Walls de Alexandra Westmeier, Alemanha, 2007, 85’, Cor
Prémio doclisboa IPJ para melhor longa-metragem da Competição Internacional
Uma viagem ao interior de um reformatório juvenil na Rússia onde estão presos jovens com menos de 15 anos condenados por vários tipos de delito: dos mais pequenos roubos aos mais graves homicídios. A maioria provém de famílias carenciadas e problemáticas, marcadas por um clima de abusos físicos ou ausência parental e alcoolismo. Alone in Four Walls ouve atentamente o que as crianças têm a dizer.
21 NOV. 21.30
Nacional 206 de Catarina Alves Costa, Portugal, 2008, 53’
Prémio AVID para melhor montagem
Fábrica de têxteis. Estrada Nacional 206, entre Guimarães e Famalicão, no Vale do Ave. À procura de testemunhos sobre os percursos escolares, encontramos o quotidiano e a rotina de uma fábrica que nunca pára, dia e noite, e dos que nela trabalham. Dentro dos seus corredores e maquinaria, seguimos o quotidiano e rotina dos trabalhadores que nos falam da escola, e do seu percurso profissional e pessoal.

22 de NOV. 15.00
Queria Ser de Sílvia Firmino, 75´ Portugal 2008
Prémio Sony para melhor primeira obra portuguesa
Uma escola primária em risco de fechar no interior de Portugal. Dez alunos, do primeiro ao quarto ano lectivo, numa mesma sala. Um filme que vai à procura de um programa de reforço à leitura e encontra a força, as ambições e os medos destas crianças.

22 NOV. 18.00
Alone in Four Walls
de Alexandra Westmeier, Alemanha, 2007, 85’, Cor
Prémio doclisboa IPJ para melhor longa-metragem da Competição Internacional
Uma viagem ao interior de um reformatório juvenil na Rússia onde estão presos jovens com menos de 15 anos condenados por vários tipos de delito: dos mais pequenos roubos aos mais graves homicídios. A maioria provém de famílias carenciadas e problemáticas, marcadas por um clima de abusos físicos ou ausência parental e alcoolismo. Alone in Four Walls ouve atentamente o que as crianças têm a dizer.

22 NOV. 21.30
0=6 Homeostética de Bruno de Almeida, Portugal, 2008, 60’, Cor
Menção Especial
Documentário sobre o movimento Homeostética, que surgiu em Lisboa nos anos 80 e foi constituído pelos artistas Fernando Brito, Ivo, Pedro Portugal, Pedro Proença, Manuel João Vieira e Xana. Utilizando o humor como estratégia de demarcação crítica, a Homeostética manteve sempre uma posição marginal de fortes influências dadaistas e desenvolveu uma intensa produção que resultou em exposições, textos, manifestos, filmes, concertos e outras performances colectivas.

23 NOV. 15.00
Nacional 206 de Catarina Alves Costa, Portugal, 2008, 53’
Prémio AVID para melhor montagem
Fábrica de têxteis. Estrada Nacional 206, entre Guimarães e Famalicão, no Vale do Ave. À procura de testemunhos sobre os percursos escolares, encontramos o quotidiano e a rotina de uma fábrica que nunca pára, dia e noite, e dos que nela trabalham. Dentro dos seus corredores e maquinaria, seguimos o quotidiano e rotina dos trabalhadores que nos falam da escola, e do seu percurso profissional e pessoal.
23 NOV. 18.00

Queria Ser de Sílvia Firmino, Portugal, 2008, 75’, Cor
Prémio Sony para melhor primeira obra portuguesa
Uma escola primária em risco de fechar no interior de Portugal. Dez alunos, do primeiro ao quarto ano lectivo, numa mesma sala. Um filme que vai à procura de um programa de reforço à leitura e encontra a força, as ambições e os medos destas crianças.
23 NOV. 21.30
Ruas da Amargura de Rui Simões, Portugal, 2008, 111’, Cor
As Ruas da Amargura são povoadas de homens e de mulheres, de todas as idades, com carências afectivas, financeiras, problemas mentais, alcoolismo, tóxico-dependência, ou simplesmente pessoas que chegaram a Portugal à procura de uma vida um pouco melhor. Do outro lado da Rua há um formigueiro de voluntários, assistentes sociais e técnicos diversos que constroem e mantêm estruturas de apoio, uns pensando em dias melhores, outros institucionalizando a ajuda sem acreditar que o fenómeno possa ter cura. Um trabalho muitas vezes ingrato e com muito pouco sucesso, devido, entre outras razões, à falta de coordenação.

24 de NOV. 14.30
Gravura de Jorge Silva Melo, Portugal, 2008, 80’
Um documentário sobre a Gravura, a cooperativa de gravadores portugueses fundada em 1956 por um grupo de artistas. Através de quase três dezenas de depoimentos de intervenientes na cooperativa, retrata-se aqui a sua história, e as suas consequências, a sua origem nos movimentos de oposição à ditadura numa improvisada garagem de Algés. E sobretudo, a necessidade que os artistas sentiram de aprender em conjunto, de se organizar, aprender e ensinar ao mesmo tempo. Um momento único de camaradagem, aprendizagem, intercâmbio, um momento político na História das Formas.
24 de NOV. 21.30
Bab Sebta de Pedro Pinho e Frederico Lobo, 110´ Portugal 2008
Grande Prémio Tobis para o melhor documentário português de longa-metragem
Bab Sebta significa em árabe a porta de Ceuta e é o nome da passagem na fronteira entre Marrocos e Ceuta. É o local para onde convergem aqueles que, vindos de várias partes de Africa, procuram chegar à Europa. O filme Bab Sebta percorre quatro cidades ao encontro dos tempos da espera e das vozes desses viajantes.

+
O Segredo
de Edgar Feldman, Portugal, 2008, 25’, P/B, Cor
Prémio Tobis para o melhor documentário português de curta-metragem
António Dias Lourenço, 94 anos, comunista, relembra os anos de encarceramento no Forte de Peniche, durante a ditadura fascista, focando-se no episódio da sua evasão em 1954. É essa fuga, de uma coragem física notável, que o filme pretende mostrar. Percorrendo a velha cadeia de alta segurança, Dias Lourenço evoca as peripécias pelas quais passou. Foi depois de ter sido castigado a um mês de “segredo” (um cubículo sem luz destinado às piores reprimendas) que resolveu engendrar uma das mais bem sucedidas e espectaculares fugas.

CASTRO VERDE | Auditório do Fórum Municipal de Castro Verde19 NOV. 21.30
Bab Sebta de Pedro Pinho e Frederico Lobo, 110´ Portugal 2008
Grande Prémio Tobis para o melhor documentário português de longa-metragem
Bab Sebta significa em árabe a porta de Ceuta e é o nome da passagem na fronteira entre Marrocos e Ceuta. É o local para onde convergem aqueles que, vindos de várias partes de Africa, procuram chegar à Europa. O filme Bab Sebta percorre quatro cidades ao encontro dos tempos da espera e das vozes desses viajantes.
3 DEZ. 21.30
Queria Ser 
de Sílvia Firmino, 75´ Portugal 2008
Prémio Sony para melhor primeira obra portuguesa
Uma escola primária em risco de fechar no interior de Portugal. Dez alunos, do primeiro ao quarto ano lectivo, numa mesma sala. Um filme que vai à procura de um programa de reforço à leitura e encontra a força, as ambições e os medos destas crianças.
10 DEZ. 21.30
Ruas da Amargura de Rui Simões, Portugal, 2008, 111’, Cor
As Ruas da Amargura são povoadas de homens e de mulheres, de todas as idades, com carências afectivas, financeiras, problemas mentais, alcoolismo, tóxico-dependência, ou simplesmente pessoas que chegaram a Portugal à procura de uma vida um pouco melhor. Do outro lado da Rua há um formigueiro de voluntários, assistentes sociais e técnicos diversos que constroem e mantêm estruturas de apoio, uns pensando em dias melhores, outros institucionalizando a ajuda sem acreditar que o fenómeno possa ter cura. Um trabalho muitas vezes ingrato e com muito pouco sucesso, devido, entre outras razões, à falta de coordenação.

 

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PARIS - Rendez-vous Mensuel du Cinéma Lusophone | Cinéma: Studio des Ursulines
14 NOV. 20.30
Bab Sebta de Pedro Pinho e Frederico Lobo, 110´ Portugal 2008

Grande Prémio Tobis para o melhor documentário português de longa-metragem

VILA NOVA DE FAMALICÃO |Cineclube de Joane – Pequeno Auditório | Casa das Artes | Parque de Sinçães6 NOV. 21.30|
Nacional 206 de Catarina Alves Costa, Portugal, 2008, 53’
Fábrica de têxteis. Estrada Nacional 206, entre Guimarães e Famalicão, no Vale do Ave. À procura de testemunhos sobre os percursos escolares, encontramos o quotidiano e a rotina de uma fábrica que nunca pára, dia e noite, e dos que nela trabalham. Dentro dos seus corredores e maquinaria, seguimos o quotidiano e rotina dos trabalhadores que nos falam da escola, e do seu percurso profissional e pessoal.
To See If I´m Smiling de Tamar Yaron, Israel, 2007, 59’, Cor
Uma jovem realizadora israelita que cumpriu o serviço militar nos territórios ocupados recolhe os depoimentos de seis mulheres que, como ela, obedecendo à lógica militar, cometeram actos de que se envergonham: humilharam civis, violaram ou mataram inocentes, tiraram fotografias divertidas ao lado das vitimas assassinadas. A candura e a emotividade com que falam desse período contrasta com o conteúdo dramático das confissões : “As minhas mãos estão sujas de sangue”.